Expressionismo

As primeiras manifestações desta corrente artística surgem no final do século XIX, como reacção contra o Impressionismo de Cézanne e Seurat.

O expressionismo pictórico é patente nas obras de Van Gogh, Toulouse-Lautrec, Munch, Chagall, Emil Nolde em que se nota um regresso à expressividade da linha e a utilização da violência cromática como processo de expressão em termos obsessivos e dramáticos. Os pintores expressionistas falam da sociedade moderna, particularmente dos seus aspectos mais negativos: a prostituição, a miséria, a dor e a injustiça, mas fazem-no recorrendo a influências dos chamados povos selvagens, numa atitude aberta por Gaugin, durante a sua estadia entre os povos da Polinésia. É um corte radical com os equilibrios da tradição clássica com a utilização da imagem brutalizada e deformada, através do recurso à violência da cor. Uma pintura para os tempos da crise e da ruptura radical do início do século XX, onde emerge a civilização industrial e as suas mudanças violentas.

Pode considerar-se o expressionismo como uma corrente artística influenciada pela cultura nórdica já que, à excepção do período azul de Picasso, é escassa a influência desta corrente nos países latinos. Em Portugal, à excepção de Mário Eloy e, nalgumas ocasiões, de Alvarez, só com Júlio Resende se poderá afirmar a existência de um expressionismo lírico, como lhe chamam alguns críticos. Vide obra de José de Guimarães e João Vieira.

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