António Feliciano Castilho

Escritor português de formação neoclássica, acaba por se render ás tendências do Romantismo realizando diversas obras dentro deste estilo literário . Evidenciou-se essencialmente como figura de destaque na segunda geração romântica representando uma espécie de padrinho dos jovens poetas que iniciando a sua carreira recorriam à sua influência na negociação com as editoras. Este patrocínio de cariz paternalista vai irritar os jovens da geração de 70 que não aceitam a chamada escola do «Elogio Mútuo». Todo o fundamento da Questão Coimbrã vai incidir precisamente na confrontação de ideias entre Feliciano Castilho e alguns jovens intelectuais como Antero de Quental e Eça de Queiroz que contestando os princípios defendidos na geração romântica , proclamam a vontade de expandir a literatura Portuguesa tornando-a num instrumento de renovação que a partir da critica aberta iria alertar o governo para as deficiências do país conduzindo-o à necessária evolução.

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