Socialismo Utópico

No século XIX surgiram os primeiros textos filosóficos em que se desenvolvem conceitos e ideias socialistas e na sua correspondente literária, o movimento realista. Proudhon foi um escritor político francês, doutrinário do socialismo. Entre os escritores socialistas do século XIX, cabe a ele a originalidade de ser um escritor formado nas leituras de Hegel e da filosofia dialéctica. Mais do que um político e economista, Proudhon foi um moralista: com a paixão da justiça um tanto abstracta, fundada no respeito intransigente do indivíduo. Seguindo esta linha de raciocínio podemos constatar três exigências fulcrais:

1ª- O direito do indivíduo ao trabalho

2ª- A igualdade das inteligências e o nivelamento da condição social do indivíduo.

3ª- O aniquilamento do Estado por parte do indivíduo como consequência lógica e necessária da revolução.

Só com o desaparecimento do Estado é que poderá surgir uma sociedade melhor, dando Proudhon mais relevância ao papel do indivíduo, alegando que a moral, a política e a economia se baseiam numa espécie de intuição, pela qual cada indivíduo se sente solidário com todos e está ligado à sociedade, que por sua vez tem como função garantir e aumentar a liberdade individual.

Segundo o próprio: "Negamos o governo do Estado, porque afirmamos a personalidade e a autonomia das massas." Todavia, essa sociedade cada vez mais complexa e sob o efeito das necessidades económicas, impediu Proudhon de conseguir boa aceitação junto do operariado.

"O momento actual, pelo Socialismo, é aquele em que a civilização moderna cede o passo a uma civilização nova, porque no espírito humano à ideia de nação se substitui a ideia de humanidade; porque a solidariedade, civil na antiguidade nacional da história moderna, é humanitária no Socialismo."

Oliveira Martins in Teoria do Socialismo (1872)

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