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História da
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APRENDIZAGEM
Qualquer aprendizagem num sistema ou num ser vivo manifestar-se-á
pela aquisição de uma ou mais propriedades que não são
inatas neste sistema ou neste ser. Relativamente à aprendizagem, uma
das constatações mais interessantes é a da existência
de limites tanto na capacidade de aprender como na velocidade de aprendizagem
e na duração do armazenamento de informações. Estes
limites provém, de cada vez, da própria organização
e das propriedades funcionais que vão especificar as espécies
consideradas em função do seu próprio determinismo genético.
Exemplo destes limites é, por exemplo, a "inaptidão congénita
da linguagem" cujas características principais são tanto as dificuldades
na leitura e na expressão, como na aprendizagem de um segundo idioma,
estando estas dificuldades, no entanto, associadas a uma inteligência
normal. Todas as nossas aquisições de conhecimentos verificam-se
num período crítico de crescimento, e quanto mais lenta é
a maturação pós-natal do sistema nervoso, mais os comportamentos
do adulto se manifestam duma forma complexa e evoluída. Esta maturação
ocupa, aproximadamente, um quarto de vida dos humanos. Assim, o nosso cérebro
aumenta cerca de três vezes em peso e em dimensão depois do nascimento
e, durante esta maturação, vão-se multiplicar, de forma
considerável, as arborescências dendríticas dos neurónios
corticais. É neste momento que se instauram, e se organizam progressivamente,
as funções principais necessárias aos nossos comportamentos
e às nossas adaptações: comportamento neuromotor, processo
de aquisição, condutas "inteligentes", mímicas expressivas
e linguagem. Mais tarde, na idade adulta, as capacidades de aprendizagem são
cada vez mais reduzidas, mas mantêm-se: subsistem cones de crescimento
em numerosas partes do cérebro e a taxa de renovação de
proteínas apresenta-se suficiente; assim se verificam, embora reduzidos,
movimentos sinápticos no cérebro do adulto, sem que se possa,
no entanto, avaliar se são realmente consequentes do processo de aprendizagem.
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