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CÉREBRO
Um cérebro humano pesa, aproximadamente, 1400 gramas
e tem um volume de 1200 cm3 . A sua estrutura anatómica é
particularmente complicada. Os dois hemisférios, na sua parte aparente,
são constituídos por uma camada palissada de matéria cinzenta:
o córtex. Este, cujas circunvoluções e sulcos dissimulam
nove décimos da superfície, está estruturado em cinco lobos.
Há duas espécies de tecidos no cérebro - a substância
cinzenta e a substância branca - que correspondem às
duas partes da célula nervosa cerebral (o corpo celular e o seu prolongamento
axonal), que vão traduzir a organização do cérebro
em "centros" e em "vias". Contrariamente aos outros tecidos, os tecidos nervosos
não se regeneram: desde antes do nascimento, o número de células
nervosas está fixado e vai diminuindo progressivamente a partir dos vinte
anos de idade. É através destas células que nos vão
chegar as informações do mundo exterior, projectadas deste modo
através do tronco cerebral e dos núcleos centrais no córtex
onde vão encontrar-se filtradas, "codificadas", reconstituídas
em áreas especializadas: tacto, calor, dor no parietal ascendente, audição
no primeiro temporal, visão no córtex occipital, olfacto na extremidade
anterior do primeiro temporal, paladar na parte inferior do parietal ascendente,
etc.
Assim a relação entre cérebro e inteligência
artificial assemelha-se um pouco à relação entre hardware
e software, e o que se pretende é que as actividades corticais se aproximem
a condutas simbólicas mais elaboradas. Os sistemas de inteligência
artificial têm algumas semelhanças com as estruturas neuronais
humanas, já que armazenam informação, criando representações
da mesma, podem recuperar e comparar informações contidas em memória;
executam acções; fazem o tratamento de dados através das
relações entre pequenos módulos, que se interelacionam
formando uma espécie de arquitecturas neurométicas; organizam
a informação espacialmente, num compartimento específico
da sua memória.
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