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MODELOS CONEXIONISTAS DA MEMÓRIA HUMANA

Nestes modelos é suposto que as unidades de tratamento representarem células nervosas simplificadas, e que as próprias conexões entre essas unidades simulem as sinapses: redes ou arquitecturas miméticas. As suas leis de funcionamento são simples , sendo fundadas em tipos de entradas/saídas das unidades e nas transformações das forças de ligação (excitadoras ou inibidoras) e das interconexões (plasticidade sináptica). As memórias associativas distribuídas são um exemplo destes modelos, porque o que está armazenado não são as configurações de acontecimentos ou de factos, mas as relações que venham a existir entre eles, e isso, através das forças de ligação, entre unidades constitutivas de configurações (o que lhes permite serem constantemente recriadas). A sua forma de armazenamento é distribuída, porque as marcas deixadas pelos acontecimentos sucessivos sobrepõem-se ao conjunto de junções sinápticas. Na construção dum modelo conexionista de memória, a escolha do tipo de regra de transformação é bastante importante, de modo a que se possam adaptar, de uma forma satisfatória, às plasticidades recursivas da memória humana. Resumindo, a psicologia cognitiva progrediu de simples experimentações sobre as memórias de sílabas sem significação para a modelização dos factores de motorização dos rostos ou das narrações. Por outro lado, não se pode proceder aos tratamentos cognitivos de informação sem ter em conta as especificidades e as modelizações dos processos mnésicos. A memória já não é um auxiliar do conhecimento, é parte integrante desse conhecimento, podendo até ser a forma de todo o conhecimento.

 

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