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PSICOLOGIA COGNITIVA
A psicologia cognitiva conheceu, nestes últimos anos,
profundas mudanças nas suas perspectivas e nos seus métodos, especialmente
pelo contacto com as neurociências e, naturalmente, com a inteligência
artificial, o que conduziu, inclusive, ao estudo de modelos
computo-simbólicos da memória humana. Deste modo, os problemas
clássicos da percepção, acção ou da actividade
linguística focaram-se nas problemáticas de "tratamento da informação".
Esta disciplina assenta em quatro pressupostos:
- o facto de considerar as nossas capacidades intelectuais
e as nossas grandes funções preceptivas ou adaptativas como sistemas
cujo papel é filtrar e organizar as mensagens ou informações
que recebemos do meio que nos rodeia;
- a admissão de que estas capacidades e formas de tratamento
da informação são limitadas pelas estruturações
e características biológicas;
- o tratamento das informações preceptivas e
"inteligentes" organiza-se segundo níveis hierarquizados, ou seja, vai
funcionar localmente em "paralelo";
- imagina-se que a função que vai facilitar a
observação e a análise vai corresponder a um "módulo
de tratamento" especializado de que se poderá dimensionar as características
específicas em diversos planos de realizações e consequências.
Na verdade, a maioria dos dispositivos sensoriais humanos escapa
ao controlo cognitivo e esta evidência torna delicada a tarefa da psicologia
cognitiva, a qual só pode empenhar-se em modelizar sofisticadamente os
processos descendentes,
considerando que o essencial da explicação se situa mais do lado
da análise dos processos
ascendentes, sendo estes neurofisiologicamente bem mais conhecidos. Daí
os estudos da percepção
visual das formas ou o controlo do movimento.
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Cognitivas
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