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SEGUNDO PERÍODO

A tradução automática, apressada pela guerra e pela extrema necessidade de informação com rapidez, tinha deixado uma conotação negativa em relação à I.A. que limitaria os progressos neste campo, impedindo-os de ver a luz do dia durante quase 10 anos. A verdade é que, durante este segundo período, as teorizações da I.A. não foram acompanhadas pela evolução da sua técnica que permitiria a sua realização.

Nos anos ’60 difundiu-se o interesse pelos programas capazes de compreender a linguagem humana, mas estes programas não respondiam às expectativas dos investigadores, sendo ainda muito limitados e sendo o seu conhecimento fornecido totalmente pelo programador e em linguagens de baixo nível que ainda não permitiam abstracções e que estavam demasiado próximas do algoritmo.

No entanto, estes programas tiveram o mérito de introduzir aquele que seria o pilar das posteriores investigações em I.A.. Estava aberto o caminho para a construção de sistemas capazes de gerir conhecimentos empíricos através das suas representações.

A impossibilidade, causada pelas limitações dos programas da altura em fornecerem representações gerais do mundo sensível, deslocou o interesse da pesquisa no sentido de temas menos ambiciosos e mais ligados a conhecimentos relativos a domínios específicos - sistemas periciais.


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