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AGENTES INTELIGENTES / SISTEMAS PERICIAIS
"Gatinho Chesshire", começou Alice,
"Podes-me dizer que caminho tomar?"
"Isso depende de aonde queres chegar", disse o gato.
Lewis Carrol, Alice no país das maravilhas
A questão dos agentes inteligentes ou sistemas periciais
tornou-se desde cedo uma espécie de calcanhar de Aquiles da I.A. isto
porque a sua realização e aperfeiçoamento implicava que
haviam sido atingidos os principais objectivos da ciência, por um lado
conseguia-se simular os processos inteligentes do homem, de procura, planeamento,
raciocínio e representação de conhecimentos e por outro
lado com os contínuos avanços implicava que estivéssemos
na via da replica dos processos mentais em representações computacionais.
Há então dois tipos de agentes inteligentes,
um primeiro, denominados de agentes cognitivos e capazes de prever, de calcular
racionalmente as suas acções e depois decidirem de acordo com
os seus cálculos e previsões e um segundo incapaz de calcular
a utilidade das suas acções ou de as planearem no sentido estrito
de justificar as suas acções.
Fundamental quando se fala em sistemas periciais é sem
dúvida mencionar a noção de conhecimento, de epistemologia
(filosofia do conhecimento) e salientar que muitas vezes se pensa em I.A. como
conhecimento + inferência.
O primeiro sistema pericial criado foi o sistema DENDRAL,
por Feigenbaum, Lenderberg e Buchanan. Actualmente vamos já na terceira
geração de Sistemas Periciais.
Ao criar sistemas periciais ou agentes inteligentes procura-se
utilizar uma linguagem de acção, tão próxima quanto
possível da nossa, com um alto nível de abstracção,
e através da lógica procura-se estabelecer as normas para o comportamento
do agente. Assim, procura-se construir uma linguagem
de programação que, respeitando os princípios lógicos,
se aproxime da forma como nós falamos e aperfeiçoar as técnicas
de programação de forma a construir programas de I.A. que
simulem os mecanismos cognitivos do homem.
A sua linguagem é feita de símbolos e abstracções,
sendo simultaneamente artificial e natural. O agente deve agir em tempo real.
Assim o agente inteligente vive autonomamente dentro de uma comunidade artificial,
alimentando relações activas entre ele e o meio e dentro das suas
próprias estruturas.
Elementos fundamentais para a compreensão dos agentes
inteligentes ou sistemas periciais são a representação
de conhecimentos, a procura, o raciocínio e a resolução
de problemas.
A adopção de novas linguagens de programação
que permitiram modelizar o pensamento simbólico levará os computadores
muito mais longe não só ao nível dos sistemas periciais,
onde se avançará no domínio do raciocínio e da resolução
de problemas, da compreensão da língua natural, das capacidades
cognitivas e dos grandes mistérios da mente (memória e consciência)
mas também impulsionará as áreas da
percepção, da locomoção e dos sistemas sensoriais.
Hoje os grandes problemas colocam-se no sentido de formar e
formalizar conceitos e ampliar o poder de expressão das linguagens de
programação.
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