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Relação histórica

Tele-educação

Novo paradigma

Redefinição de papéis

Resistências e
 forças de mudança

Polémicas

Bibliografia

Autoria

 


Mecanismos de Censura vs. Acesso Livre à Informação

Esta é uma das maiores polémicas quanto ao uso da Internet nas escolas. A partir do momento em que qualquer aluno pode aceder a ela e principalmente à World Wide Web, não há garantias quanto à informação a que pode ter acesso e às pessoas com que se depara. Esta é uma velha questão, com a diferença de que era posta em relação à televisão e outros meios de comunicação, como livros e revistas.

Deverão as escolas filtrar a informação da Internet através de software de censura? Os seus apologistas defendem que é necessário proteger as crianças de páginas Web pornográficas, racistas, violentas, etc. Mas há quem afirme que o software de filtragem, não sendo perfeito, pode restringir o acesso a páginas com valor educacional, para além de que há o risco de que o próprio software obedeça a critérios político-partidários. Quem é que se decide se obter informação sobre a homossexualidade é pernicioso?

É óbvio que há material perigoso que, provavelmente, as crianças podem obter e deparar-se com por outro meio que não a Internet, apesar desta oferecer grandes vantagens quanto à rapidez e facilidade de acesso. É necessário também reflectir até que ponto a filtragem não representaria uma violação da confiança necessária entre pais, alunos e a escola através de medidas impositivas; e se a imposição de mecanismos de censura não cria um falso sentimento de segurança, devido ás falhas do software, em vez de realmente proteger os estudantes. Para além de que é natural que o aluno saiba mais que qualquer outra entidade sobre como contornar o software.

Esta é uma das questões para a qual ainda não existe resposta e em que a nova noção de Educação terá um papel fulcral, dado que coloca o aluno como responsável pela sua própria educação.