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A Família
A questão da redefinição do papel da família na
aprendizagem não é, de modo algum, recente. Toca as velhas questões
sociais do interesse e acompanhamento dos pais na aprendizagem dos filhos. O
que a torna mais premente são dois aspectos determinantes:
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as novas ferramentas da educação.
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o ritmo acelerado do dia-a-dia, que torna cada vez mais difícil a
partilha de vivências.
Os jovens muitas vezes queixam-se da falta de interesse dos pais e estes da
sua substituição pelo computador ou televisão. De modo
a suprir esta dificuldade na convergência de interesses, o computador
pode servir mesmo como factor de aproximação. Como afirma Seymour
Papert, "a relação entre o computador e a cultura familiar de
aprendizagem tem dois sentidos, com o computador a afectar a cultura de aprendizagem
e esta, por sua vez, a ter influência naquilo que fazemos com o computador"
[25].
Um primeiro passo seria o de reduzir o fosso geracional que existe entre pais
e filho quanto ao uso da tecnologia. Apesar de reticentes
quanto ao seu uso, a aquisição de fluência
tecnológica é fulcral para que os pais possam acompanhar e
perceber aquilo que os jovens fazem com o computador, estabelecendo uma nova
relação baseada na confiança.
O maior interesse por esta ferramenta fornecerá o conhecimento suficiente
para decidir quanto ao software de apoio na instrução dos
filhos, acabando por se valorizar as vantagens da tele-educação
e de um estilo de aprendizagem próprio.
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