Introdução

Relação histórica

Tele-educação

Novo paradigma

Redefinição de papéis

Resistências e
 forças de mudança

Polémicas

Bibliografia

Autoria

 


A Família

A questão da redefinição do papel da família na aprendizagem não é, de modo algum, recente. Toca as velhas questões sociais do interesse e acompanhamento dos pais na aprendizagem dos filhos. O que a torna mais premente são dois aspectos determinantes:

  • as novas ferramentas da educação.

  • o ritmo acelerado do dia-a-dia, que torna cada vez mais difícil a partilha de vivências.

Os jovens muitas vezes queixam-se da falta de interesse dos pais e estes da sua substituição pelo computador ou televisão. De modo a suprir esta dificuldade na convergência de interesses, o computador pode servir mesmo como factor de aproximação. Como afirma Seymour Papert, "a relação entre o computador e a cultura familiar de aprendizagem tem dois sentidos, com o computador a afectar a cultura de aprendizagem e esta, por sua vez, a ter influência naquilo que fazemos com o computador" [25].

Um primeiro passo seria o de reduzir o fosso geracional que existe entre pais e filho quanto ao uso da tecnologia. Apesar de reticentes quanto ao seu uso, a aquisição de fluência tecnológica é fulcral para que os pais possam acompanhar e perceber aquilo que os jovens fazem com o computador, estabelecendo uma nova relação baseada na confiança.

O maior interesse por esta ferramenta fornecerá o conhecimento suficiente para decidir quanto ao software de apoio na instrução dos filhos, acabando por se valorizar as vantagens da tele-educação e de um estilo de aprendizagem próprio.