|

A TELE-EDUCAÇÃO
Do mesmo modo que "manteiga" sugere "pão", "computador" sugere "rapidez".
Trabalha depressa, evolui muito rapidamente e cedo originou algumas mudanças
em muitos sectores da actividade humana. Mas não na Escola. Será
este o caso em que uma força irresistível depara com o objecto
inamovível?
Seymour Papert [25]
Actualmente, toda a ordem social está a alterar-se ao ritmo das evoluções
informacionais. Todas as áreas da actividade humana estão a ser
reconfiguradas à luz das recentes evoluções infomáticas.
E a Educação? Sendo este um território particularmente
sensível a qualquer mudança e estando já hoje em crise,
será ele afectado pelo ritmo alucinante do desenvolvimento social?
Desde sempre se verificou uma estreita relação
histórica entre a tecnologia e a Educação, não
sendo esta uma época que escape a essa norma. A tele-educação
afirma-se como uma possível resposta À necessidade de conciliação
entre essas duas forças. Desde já se afigura uma mudança
do paradigma comunicacional, que se propõe redefinir todo o processo
de Ensino e Aprendizagem. Para tal, exige uma redefinição
dos papéis dos seus intervenientes, de modo a que possa revolucionar
todas as concepções tradicionais.
Mas toda esta tentativa de reformulação da Educação
não é pacífica, existindo correntes em oposição
que se afirmam como forças
de resistência e mudança. Em suma, todo o ambiente de especulação
que rodeia a tele-educação não está livre de polémicas.
|