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Lógica do Lucro vs. Pedagogia
Até que ponto se deve permitir uma intervenção
das empresas produtoras de hardware e software na Educação? Irá
o fornecimento de infra-estruturas determinar a pedagogia educacional?
Deve a Educação ser encarada como um produto comercial? O aluno
deixa de ser visto como objectivo educacional para ser encarado como consumidor?
Estas são as questões que a existência de novas
ferramentas de ensino colocam. Por um lado, há a necessidade de haver
investimentos na Educação que não poderão ser totalmente
suportados pelo Estado; por outro, exige-se que a missão educacional
não seja posta em risco.
Apesar de acolherem os produtos oferecidos pelas grandes empresas, os professores
afirmam haver o perigo de a escolha da infra-estrutura tecnológica ser
feita de acordo com princípios comerciais e não pedagógicos,
o que afectaria o curriculum escolar e todo o modo de aprendizagem.
No outro extremo estão as empresas, que, apesar de poderem constituir
uma força de mudança
para a escola, podem apenas fazê-lo de acordo com a lógica do lucro,
reconhecendo a população escolar como um nicho de mercado a ser
conquistado. Assim, já não seriam os professores a estar à
frente do movimento para a educação em rede, mas sim os interesses
empresariais. A única solução para esta questão
é a necessidade de reflexão sobre o modo de regulação
e coexistência entre estas duas potências, dado que é imperativo
haver diferentes papéis para
cada uma delas no novo paradigma educacional.
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