Introdução

Relação histórica

Tele-educação

Novo paradigma

Redefinição de papéis

Resistências e
 forças de mudança

Polémicas

Bibliografia

Autoria

 


Lógica do Lucro vs. Pedagogia

Até que ponto se deve permitir uma intervenção das empresas produtoras de hardware e software na Educação? Irá o fornecimento de infra-estruturas determinar a pedagogia educacional?

Deve a Educação ser encarada como um produto comercial? O aluno deixa de ser visto como objectivo educacional para ser encarado como consumidor?

Estas são as questões que a existência de novas ferramentas de ensino colocam. Por um lado, há a necessidade de haver investimentos na Educação que não poderão ser totalmente suportados pelo Estado; por outro, exige-se que a missão educacional não seja posta em risco.

Apesar de acolherem os produtos oferecidos pelas grandes empresas, os professores afirmam haver o perigo de a escolha da infra-estrutura tecnológica ser feita de acordo com princípios comerciais e não pedagógicos, o que afectaria o curriculum escolar e todo o modo de aprendizagem.

No outro extremo estão as empresas, que, apesar de poderem constituir uma força de mudança para a escola, podem apenas fazê-lo de acordo com a lógica do lucro, reconhecendo a população escolar como um nicho de mercado a ser conquistado. Assim, já não seriam os professores a estar à frente do movimento para a educação em rede, mas sim os interesses empresariais. A única solução para esta questão é a necessidade de reflexão sobre o modo de regulação e coexistência entre estas duas potências, dado que é imperativo haver diferentes papéis para cada uma delas no novo paradigma educacional.