Introdução

Relação histórica

Tele-educação

Novo paradigma

Redefinição de papéis

Resistências e
 forças de mudança

Polémicas

Bibliografia

Autoria

 


Memória Humana vs. Memória Tecnológica

Esta questão vê ressurgir uma das grandes querelas da Antiguidade Clássica aquando do surgimento da escrita, protagonizado pelo filósofo grego Platão. De modo geral, Platão achava que inscrever o pensamento na escrita seria cortar o seu normal processo de fluidez, estagnando-a.

Actualmente, com a cada vez mais frequente utilização dos meios electrónicos, as formas tradicionais do pensamento, conhecimento e memória estão a transformar-se.

De um lado, há os que defendem, tal como Platão na sua época, que a existência de uma memória tecnológica armazenada no software computacional faz estagnar a reflexão, o pensamento, e remeter a responsabilidade do conhecimento humano para a máquina.

Mas é importante reflectir sobre as grandes vantagens desta nova forma de memória: devido à explosão informacional a que se assiste, a, impossibilidade de retenção de todos os conhecimentos agudiza-se. Se noutras épocas viver é lembrar, na era tecnológica, por uma questão de sobrevivência, é mais do que necessário esquecer. O que a memória tecnológica possibilita é que toda a informação permaneça acessível, disponível e não modificada.

Assim, o indivíduo fica liberto para reter apenas o importante, aquilo que o marcou, aquilo que interessa saber, sabendo que tem armazenada aquela informação para quando dela necessitar, customizando-a de acordo com as suas necessidades.

Deste modo, "a memória informática oferece ao sujeito a aquisição operacional e veloz de conhecimentos, disponíveis para serem "recompostos, modularizados, multiplicados, difundidos., modificados, mobilizados à vontade" [9]

Para além disso, a Psicologia Cognitiva afirma que a memória tecnológica assemelha-se estruturalmente à memória humana.