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Introdução
Relação
histórica
Tele-educação
Novo
paradigma
Redefinição
de papéis
Resistências e
forças de mudança
Polémicas
Bibliografia
Autoria
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Modelo Artesanal ou Oral
A denominação terminológica deste modelo relaciona-se
com as tecnologias então usadas: praticamente nenhumas. A sua localização
histórica está primordialmente acoplada com o período da
Grécia Antiga, em que se destaca o protagonismo do filosófico
Platão como grande defensor dessa abordagem.
A educação baseava-se na ideia da Academia, onde, por um lado,
se dava um ênfase ao desenvolvimento físico dos alunos e, por outro,
se potenciavam as capacidades intelectuais através de uma abordagem personalizada.
Isto é, de modo geral havia um professor para um aluno. O primeiro orientava
a educação a educação do estudante, era como que
um guia. Não havia propriamente um ensino tal como o conhecemos hoje,
pois toda a relação educativa se baseava no diálogo oral
entre os dois únicos participantes. Os assuntos focados eram explorados
através de uma explanação oral, que facilitava uma relação
interactiva e uma postura activa por parte do aluno.
Platão defendia que através da palavra oral o pensamento poderia
fluir e originar outros pensamentos e reflexões, enquanto que ao fixar
a palavra na escrita este estagnaria. O conhecimento não era dado ou
imbutido no aluno, mas este teria de o procurar activamente através das
dúvidas postas ao professor. Era uma estratégia de tentativa-e-erro,
em que este último não possuía a conotação
de estigma como se verifica actualmente. O aluno era livre para errar e até
devia fazê-lo, pois isso aumentaria a sua capacidade de reflexão
e retenção de conhecimento, pois era ele quem conduzia o seu próprio
processo de descoberta da verdade.
A possibilidade da escrita veio reconfigurar todo um novo
modelo educacional.
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