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Introdução
Relação
histórica
Tele-educação
Novo
paradigma
Redefinição
de papéis
Resistências e
forças de mudança
Polémicas
Bibliografia
Autoria
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Modelo Industrial
Este foi o modelo predominante na História da Humanidade. Com a invenção
da alfabeto especialmente o grego, havia um código passível de
ser partilhado por muitos povos. Originou-se a possibilidade de fixar o conhecimento
ao inscreve-lo sobre um suporte físico, que desde a pedra ao papel se
foi desenvolvendo com a descoberta de novos materiais e usos. O estilete de
aço foi sendo substituído pela tinta e carvão originando
uma maior possibilidade de mobilidade e transporte do conhecimento. As capacidades
de codificação e descodificação do pensamento, isto
é, a escrita e a leitura, foram sendo associadas ao poder. Quem as possuía
detinha poder sobre os outros. Devido a esta possibilidade de domínio,
a escrita e leitura foram restringidas a certos grupos sociais, como o clero
na Idade Média. Estes grupos eram também os únicos detentores
do saber, constituindo grandes bibliotecas de conhecimento.
Devido à inscrição física da informação
e da transportabilidade dos manuscritos, verificou-se um maior distanciamento
físico e temporal entre o professor, que permanecia apenas um e os alunos,
que apesar de todos os constrangimentos sociais, aumentavam em número.
É na Idade Média que se pode localizar a origem do modelo de transmissão.
O século XII presenciou a descoberta da tipografia que se viria a transformar
num marco da história do conhecimento. A fixação da informação
tornou-se mais rápida com os caracteres metálicos, que se sobrepunham
à lentidão da escrita manuscrita. Com o decorrer dos tempos, mais
pessoas podiam ter acesso aos livros, o número de exemplares aumentava,
mas havia um grande controlo sobre a informação que era tipografada
e continuava a restringir-se o acesso à educação da escrita
e leitura a certas camadas sociais. O surgimento da Burguesia veio alterar um
pouco a lógica de acesso e distribuição: o conhecimento
foi mercantilizado, os preços dos livros desceram e havia um outro grupo
social com acesso à educação. Não obstante, só
com a Revolução Francesa o direito ao ensino e aprendizagem foi
considerado como fundamental.
Apesar de todas estas progressivas conquistas, chegamos aos nossos dias ainda
com um grave problema de analfabetismo e iliteracia entre as mãos. A
educação pública obrigatória e gratuita, alargada
já a vários níveis escolares e sem distinção
de classes, não é suficiente. Os problemas continuam a existir:
as condicionantes económicas ao acesso à vida escolar; o modelo
de transmissão não foi optimizado, mesmo que a televisão
e o vídeo oferecessem novos meios de transmissão do conhecimento;
as escolas não conseguem dar resposta ao crescente número de alunos;
a educação está restringida a um certo tempo e lugar; existe
uma despersonalização do saber e dificuldades de acesso a este.
Mas, principalmente, a educação não consegue acompanhar
e dar resposta às novas necessidades
sociais, continuando a moldar o intelecto das crianças como se de
fabrico em série de um qualquer produto se tratasse.
Qual o modelo educacional que se pensa irá
colmatar todas estas lacunas?
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