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Níveis Educacionais
As alterações produzidas pela mudança do paradigma
educacional não se restringem apenas a um determinado nível escolar,
como se poderia pensar. Elas estendem-se ao conceito de Educação
e Escola no seu todo.
Mas as transformações não são as mesmas em cada
um deles. É necessário reflectir separadamente sobre as necessidades
de cada grupo em particular.
Nível Primário/Básico
Esta é a área de transformação mais sensível,
pois qualquer ruptura a este nível irá não só determinar
os outros, como pode mesmo ser traumática para as crianças. Daí
que se defenda que, inicialmente, o melhor modelo educacional para este grupo
seja o parcial, que introduz gradualmente
as novas ferramentas e papéis.
A maior vantagem da tele-educação para estes jovens é a
aprendizagem pela descoberta.
Nível Secundário
Neste campo, a tele-educação oferece a possibilidade de alargar
perspectivas. Isto é, sendo este o nível onde se tomam as principais
decisões do estudante em relação ao seu futuro, este não
terá de se ater apenas aos planos curriculares para fazer a sua escolha.
Terá todo um mundo de conhecimento à sua disposição,
um espaço de liberdade para aprofundar os assuntos da sua preferência
pessoal. As ferramentas de eleição
para todo o processo de descoberta pessoal e educacional serão as virtuais.
Nível Universitário
Este será o nível a sofrer as maiores rupturas com o modelo tradicional,
embora continue a ser fulcral a não total perda das referências
tradicionais. Com a abertura de uma nova
economia de mercado na educação, o estudante tem maior liberdade
de escolha quanto ao curso a frequentar, independentemente da localização
geográfica da universidade escolhida. Com a possibilidade oferecida pela
Internet de cursos on-line e de software de apoio,
o estudante é agora responsável pela sua própria educação,
definindo prioridades pessoais e o ritmo a que a vai desenvolver.
Nível Profissional
Com a tele-educação, o crescimento da formação
para profissionais em actividade será exponencial. Não mais existirão
barreiras etárias para a reciclagem e aquisição de novos
conhecimentos, fulcrais para dar resposta às novas
exigências sociais. Para além disso, a postura da educação
será que ela deixará de ter um lugar e idades próprias:
a qualquer altura da vida se poderá recorrer ao ensino, com o acréscimo
de que este é facultado ao ritmo próprio do indivíduo,
que não terá de se submeter a constrangimentos de horários
e deslocações. A educação será um processo
contínuo.
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