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Atitude Passiva vs. Atitude Activa
Uma das maiores contribuições do computador é a oportunidade
para as crianças experimentarem a excitação de se empenharem
em perseguir os conhecimentos que realmente desejam obter.
Seymour Papert [25]
Enquanto em frente ao computador, o estudante está passivamente a receber
conhecimentos ou activamente a descobri-los?
Para uns, o facto das novas ferramentas
da educação fornecerem grandes quantidades de informação
faz com que os alunos não os procurem. Por exemplo como o defende Clifford
Stoll, " a Internet transforma as nossas crianças em pessoas que pensam
que o acesso à informação faz delas, automaticamente conhecedoras
da realidade". E acrescenta: " a mensagem da Internet é só uma:
clic! A Internet só ensina a clicar. Não precisas de pensar, basta
clicar! Se não gostas do que estás a ver, tens apenas de clicar!
Por isso é que navegar na Internet é uma excelente receita para
deixar de pensar" [in 27].
Pelo contrário, há quem pense que o facto de haver uma nova memória
tecnológica não implica que se deixe de pensar, mas significa
que há mais espaço para a reflexão crítica, uma
nova possibilidade de estabelecer relações entre os assuntos,
uma oportunidade para a descoberta pessoal e não só receber de
informação pré-digerido.
Isto é, cria-se conhecimento e não apenas informação.
Para além disso a estrutura multimediática assemelha-se à
estrutura do pensamento humano.
Por outro lado, existe a questão de se "será a criança
a programar o computador, ou será o computador a programar a criança?
Será a criança a comandar a máquina ou a máquina
a comandar a criança?" [Papert 25].
Esta é uma grande problemática actualmente, envolvendo questões
de atitude e qualidade do software. Mas,
de um modo geral, é o indivíduo que conduz a sua própria
pesquisa e processo de aprendizagem pela descoberta. Como refere Papert em relação
às crianças, estas "compreendem os computadores porque os podem
controlar. Gostam deles porque podem criar as suas próprias janelas de
interesse".
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