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Quantidade vs. Qualidade
Colombo foi provavelmente, a última pessoa a contemplar um território
tão rico e ainda por reclamar como o que estes cibernautas [os pioneiros
do ciberespaço] descobriram
John Perry Barlow [in 18]
Segundo a Lei de Moore, o volume de informação na Internet duplica
a cada 18 meses. Se estes números não dizem muito, outros estão
disponíveis: uma edição diária do New York Times
contém mais informação que a que uma pessoa média
do Século XVII receberia numa vida inteira." Mais nova informação
tem sido produzida nas últimas três décadas que nos últimos
cinco milénios" (14), constata
Mark Nelson. Apesar de assustadores, estes valores irão tornar-se irrisórios
dentro dos próximos anos. Considerando o alucinante ritmo de crescimento
da Net e especialmente da WWW, irá tornar-se cada vez mais difícil
saber qual o volume de informação aí presente. O ritmo
de produção de conteúdos coloca dois problemas:
A questão da qualidade associa-se à da sua validade. Nem toda
a informação disponível na Net é verdadeira ou oriunda
de fontes fidedignas. Esta é uma verdadeira problemática para
a Educação, pois" nem tudo na Net é educativo, há
lixo", diz Alisson Ellis [21], mas o facto
de existir suspeita quanto ao valor da informação é educacional,
pois implica um espírito crítico por parte do educando e parâmetros
de discernimento da qualidade da informação.
Por outro lado, se até agora se concentrou a atenção na
produção de informação é altura de se focar
na recepção. Como discernir entre informação disponível
e conhecimento realmente necessário? Sendo impossível analisar
todo o conteúdo da Net, é imperativo desenvolver
capacidades para descobrir, julgar, filtrar e compreender esses elementos.
E apesar de haver quem ainda defenda o manual tradicional como a única
fonte de conhecimento válido e completo, a tele-educação
tem outras ferramentas à disposição
do aluno e professor.
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