Introdução

Relação histórica

Tele-educação

Novo paradigma

Redefinição de papéis

Resistências e
 forças de mudança

Polémicas

Bibliografia

Autoria

 


Socialização vs Isolamento

Como estão errados os críticos que consideram existir um conflito entre as virtualidades socializantes da escola e as tendências alegadamente isolacionistas do computador

Seymour Papert [25]

Quando se fala de educação à distância ou baseada em computador, imagina-se desde logo o estudante sozinho sentado em frente ao ecrã e sem qualquer tipo de contacto social. Este é um dos medos sociais, principalmente em relação às crianças e adolescentes. Existem, claro está, exemplos extremos em que a criança se isola totalmente do mundo em seu redor, não experimentando qualquer tipo de contacto físico e social com os seus pares.

Geralmente, o que pode parecer à primeira vista como isolamento esconde um novo tipo de relações interpessoais e sociais. Por exemplo, ao navegar na Internet e frequentar salas de conversação, a criança está a quebrar barreiras físicas e a encontrar novos pares, que tanto podem estar do outro lado da rua como do outro lado do mundo. Formam-se grupos virtuais que se comportam como verdadeiros grupos sociais, mesmo que os seus membros sejam invisíveis e as suas interacções assíncronas. Assim, o argumento de que a educação à distância não consegue preencher a necessidade de integração comunitária é desvalorizada, mais ainda porque se começa hoje a reconhecer que há uma clara tendência para se concretizar fisicamente as amizades feitas na rede, que normalmente culminam sempre em encontros reais.

Para além disto, em termos escolares, a tele-educação privilegia o trabalho cooperativo e não individual, nomeadamente quando se tratam de projectos que façam uso das novas tecnologias da informação. A própria relação entre professor e estudante é favorecida, dado que utilizando as novas ferramentas tecnológicas, o educador pode dedicar-se a uma relação de maior proximidade com cada aluno.