Crítica

Victorino d'Almeida  expõe as suas convicções de uma forma explícita através de um apurado sentido crítico. Para o Maestro a crítica é um dever para aqueles que julgam e um direito para os que são julgados. Na base da crítica deve estar como elemento primordial e único critério — a honestidade. Esta é a posição de António Victorino d'Almeida no que diz respeito ao próprio acto de criticar. A atitude foi expressa na "Abertura" do segundo número da revista "Tele-Música" publicado em 1977 de que o Maestro foi director. Foi aliás neste   periódico que António Victorino d'Almeida elaborou muitas das suas críticas, nomeadamente a algumas  instituições de cariz cultural e à cultura musical de uma forma geral.

Noutras situações, tanto em entrevistas, como nos seus livros, António Victorino d'Almeida demonstra estar atento ao que o rodeia e e exerce uma pedagogia crítica face às transformações do mundo. Em Portugal muitos têm sido os seus alvos, desde o regime fascista, passando pelo, "regime cultural" até à sociedade em geral e ao modo de vida dos portugueses que, segundo o Maestro, privilegiam o "desenrascanço".

 

 

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