Música

Para o Maestro a música é quase a sua razão de viver. Pertence a uma família de verdadeiros talentos vocacionados para a arte. Mas foi o seu pai, Victorino d'Almeida, que lhe incutiu o gosto pela música quando lhe ofereceu, aos 4 anos, uma pequena bateria.

Segundo o Maestro, a música é vida, e como tal perigosa ou aliciante. A música "é uma linguagem como a literatura e, se possível, ainda mais directa."

António Victorino d'Almeida, in "Jornal de Letras", de 27 de Abril de 1993

"... todas as artes têm algo a ver com a música (...) a linguagem de Camões é espantosamente musical (...) uma vez tentei analizar o ritmo de uma passagem dos Lusíadas e resultou numa peça de jazz."

António Victorino d'Almeida, in Nova Gente, de 1983

Enquanto musicólogo nutre um fascínio pelo mundo das Valsas de Chopin e por "Fantasia, Opus 17" de Schumann. Na música portuguesa destaca o grupo Opus Ensemble como um extraordinário valor isolado. Porém, diz o Maestro, que "no mundo da música se torna difícil romper as barreiras de um falso tradicionalismo, do hábito e da rotina que sempre aceitam o que já está e recusam o que virá..."

António Victorino d'Almeida, in Tele-Música, de 17 de Novembro de 1977

O público deveria estar mais aberto à evolução da música. Hoje em dia têm de desaparecer os velhos ideais de só aceitar os concertos de piano ou violino, dar mais valor aos compositores de estilos e instrumentos alternativos. O que está em causa não é a qualidade, "não se trata de substituir, mas de acrescentar. Não se trata de empobrecer, mas de enriquecer. Não se trata de destruir, mas de construir e de inovar."

António Victorino d'Almeida, in Tele-Música, de 17 de Novembro de 1977

As pessoas que falam de música clássica são, na opinião do Maestro, ouvintes mortos. Por outro lado, critica "... a música comercial não pelo facto de dar dinheiro, mas porque se convenceu os músicos a não arriscarem nada, fazendo aquilo que se vende e está na moda."

António Victorino d'Almeida, in Jornal de Letras, de 31 de Dezembro de 1990

O Maestro tece muitas críticas aos espectáculos de rock, só excluindo Frank Zappa, o melhor rocker de sempre na sua opinião. Não aprova os concertos de solidariedade pois são apenas pretexto para vender mais e acha o Elton John "um bocado apalermado, mas simpático."

António Victorino d'Almeida, in Nova Gente, de 26 de Outubro de 1992

 

 

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