|
Presidente do Sindicato dos Músicos
Como primeira acção à frente do Sindicato dos Músicos, o Maestro
participa numa manifestação orginazada à porta do Coliseu dos Recreios
onde decorria um festival com a participação da Orquestra Nacional
de Espanha.
O comunicado que distribuiu considerava o festival como elitista
e de fachada. Na opinião do Maestro festivais deste género não alteravam
a situação da música em Portugal: "...não é com um grande
festim que se resolve o problema da fome... nem é com festivais
megalómanos que se incrementa o desenvolvimento da música."
António Victorino d'Almeida in Diário
Popular, 8 de Junho 1982
Segundo o Maestro, no Sindicato existem músicos capazes de constituir
uma orquestra ou mesmo preencher as vagas existentes na orquestra
da RDP em Lisboa e na orquestra do Porto. O que falta são verbas,
o que dificulta as condições de trabalho dos músicos. No caso da
orquestra do Porto, os músicos foram obrigados a comprar as próprias
cadeiras. Em Lisboa, foi construída uma parede acústica para separar
o palco da sala de ensaios do Teatro de S. Luis, com custos a rondar
os 400 contos. O único problema foi terem-se esquecido da porta...
Ainda acerca da falta de verbas, a atribuição de bolsas deixa muito
a desejar, uma vez que os nossos subsidiados no estrangeiro são
obrigados a trabalhar para se conseguirem manter a estudar.
|