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Computador:

Uma definição mais geral de computador descreve-o como um aparelho electrónico que possibilita a manipulação de grandes quantidades de informação, que permite solucionar cálculos complexos, a uma velocidade muito superior e totalmente impossível a um ser humano.

O computador é composto de uma unidade central de processamento, C.P.U.(também conhecido por microprocessador), que é o coração de todo o sistema, capaz de realizar cálculos com as 4 operações principais, além de outras; de memória; de unidades de entrada e de saída de informação.

O uso de computadores nos campos da gestão, ciências, técnica, indústria, etc. generalizou-se. O preço e o tamanho dos computadores têm-se reduzido progressivamente, devido à miniaturização e à produção em massa dos componentes. Em paralelo, a capacidade destes fez o percurso inverso, aumentando. Todavia, o próprio acesso aos computadores é díspar: em alguns países, o seu preço é ainda muito elevado, apesar da concorrência geralmente benéfica para o consumidor. No caso português, o tamanho limitado do mercado condiciona os preços: para um mercado pequeno, compra-se em menor quantidade, o que sai mais caro.

O computador é um self media: ele não se impõe a o utilizador, tal como os mass media. O computador permite a escolha: navegamos na Internet, podemos ler um trabalho em hipertexto da maneira que quisermos, sem estarmos forçados à unilinearidade do texto convencional.

Segundo Nicholas Negroponte, « […] os computadores pessoais afastaram a informática do puro imperativo técnico […] », pois a vertente de criatividade está a impor-se cada vez mais, sendo os computadores usados como meio de expressão criativa. Isto impediu que os utilizadores do computador se restringissem a uma elite, como ocorria aquando dos seus primeiros anos de vida.

Fazendo uma rápida retrospectiva da história do computador, podemos assinalar as seguintes datas:

1943: criação do Colossos, o computador electromecânico

1946: primeiro computador digital com programa electrónico controlado

1951: primeiro computador pessoal para empresa

1953: introdução dos computadores na tipografia

1959: criação de circuitos integrados (placas)

1960: primeiros programas para Desenho Assistido por Computador (C.A.D.)

1962: invenção do 'rato'

1971: primeiro microprocessador da Intel, que é chamado 4004

1975: a Microsoft é criada por Bill Gates, aos 20 anos, na sua garagem. Ele faz uma aliança estratégica com a Intel - até hoje, a Wintel

1976: criação do primeiro supercomputador (CRAY) para cálculos

1977: nascimento da Apple, grande linha de computadores

1978: microprocessadores 0.286

1981: entrada da IBM nos computadores

1985: primeiro processador 3.86 a 16 bits; revolução na tipografia com os primeiros softwares para fazer jornais; Philips e Sony criam o CD-ROM

1986: aparece o hipertexto

1988: luva sensitiva é inserida na realidade virtual (dataglove)

1991: primeiro PC multimedia; lançamento do CD-; comercialização dos jogos de realidade virtual

1992: Microsoft lança a primeira geração de Windows (92)

1995: PC multimedia (MPC 3)

Para um computador se tornar multimedia, ele necessita de:

1. uma placa de som (dispositivo que permite ao computador interpretar e gravar os sons)

2. uma placa gráfica (este hardware possibilita o visionamento no écran)

3. uma placa de vídeo digital (especializada unicamente em vídeo).

Hoje, uma das questões mais prementes relacionada com o computador remete para a interactividade entre o homem e a máquina. Contudo, se se põe o problema da dificuldade por parte do utilizador, para quem o computador pode ainda representar uma entidade abstracta, complexa e difícil de utilizar, é necessário não negligenciar as dificuldades do próprio computador. De facto, talvez lhe pudéssemos facilitar um pouco a vida. O computador deveria ser capaz de reconhecer o seu utilizador - o obstáculo não é assim tão inultrapassável: o nosso computador pessoal deve ser capaz de nos identificar a nós, e a mais ninguém - através da voz ou das expressões faciais. Estas poderiam ajudá-lo a entender-nos melhor, a perceber aquilo que queremos.

Por último, outra questão que muitos fazem acerca do computador releva da distinção que ele traçou entre info-ricos e info-pobres, isto é, entre aqueles que vão ter mais ou menos acesso à informação.