
Desvantagens do cybershopping:
Algumas são óbvias, como o facto de não podermos tocar as mercadorias: isto é relevante se se tratar de um cabaz de frutas, ou de algum tecido. Aliás, não é possível experimentarmos o que vamos comprar: não calçamos os sapatos, nem vestimos as calças, nem vemos se a saia nos fica bem.
Por outro lado, nem sempre temos em mente exactamente aquilo que pretendemos comprar: nas compras 'à moda antiga', a componente descoberta é superior à de intencionalidade. É na própria loja que descobrimos artigos nos quais não havíamos pensado, que nos surgem ideias melhores para eventuais ofertas: quando isto acontece - confesso por experiência própria - o comprador sente-se satisfeito, quase realizado, pois fez a descoberta acidentalmente, « foi sorte! » e veio mesmo a calhar
É preciso esperar alguns dias para que entreguem as compras em casa, e há o perigo de extravio (ainda que remoto). Contudo, se formos à rua, acto da compra realiza-se no próprio momento: a troca é imediata. Se nos tivermos esquecido de alguma prenda, as lojas ainda estão abertas na própria véspera de Natal, e escusamos de fazer má figura
O cybershopping priva-nos do contacto com as pessoas, não vemos as montras, não passeamos. É verdade que, em casa, evitamos perdas de tempo, confusões, a multidão: mas e o prazer de termos conseguido pôr a mão na última camisa em exposição? - « Era a última, mas fiquei com ela, e já havia quem lhe estivesse a deitar o olho! » - Só quem já passou por isso, como Kenneth Auchincloss, que a propósito, comenta:« [ ] shopping has to be viewed as a competitive sport. Like a game of rugby, it can be brutish, nasty and interminable. [ ] »