
Imprensa:
Este é o nome que se dá ao conjunto de publicações impressas, sejam elas de carácter diário ou periódico.
A imprensa é o primeiro e mais antigo mass media. A invenção dos caracteres metálicos móveis, em 1440, por Johann Gutenberg facilitou a difusão de jornais (nasceram como simples folhas cujo teor, muitas vezes, nem era informacional). A crescente alfabetização da população fez aumentar o número de leitores, pelo que os jornais começaram a abarcar mais temas, a dar mais informação e menos opinião. Esta massificação da difusão da imprensa (nomeadamente com as máquinas rotativas) também baixou o custo dos jornais, que se tornaram acessíveis a todos os que soubessem ler.
A imprensa, impulsionada por empresas privadas, depende essencialmente do dinheiro proveniente da publicidade para viver. O número de publicações tem vindo a decrescer nos últimos anos, pois os jornais pouco rentáveis desapareceram e os restantes foram concentrados em grandes grupos económicos que detêm, muitas vezes, outros mass media, como a rádio. A consequência mais imediata desta situação é a escassez de pluralismo de opiniões. A própria liberdade de imprensa pode ser posta em causa, pois se o jornalista tem que obedecer a uma deontologia profissional, ele também está inserido numa empresa que ultrapassa o seu jornal: o que o jornalista escreve pode estar a ir contra os interesses políticos ou financeiros da empresa-mãe.
Hoje, os jornais diários são mais utilizados como fontes extra para a interpretação e contextualização da informação veiculada pelos outros mass media, sobretudo a televisão. A sua importância é inegável, e não podem ser substituídos pela televisão: os jornais contêm muito mais informação, relatada de uma forma mais aprofundada; eles cobrem mais acontecimentos do que a televisão, pois, contrariamente a esta, o seu objectivo é informar e não entreter.
Em 1953, o computador é inserido na tipografia, e em 1957 a imprensa ganha a impressora a agulhas, o que vai facilitar e melhorar substancialmente a paginação. A produção de um jornal organiza-se no computador. Muitos artigos - especialmente os que vêm do estrangeiro - são mandados através do correio electrónico. A imprensa soube aproveitar as vantagens que o uso do computador lhe trouxe. Mas um jornal continua a pertencer, na sua forma acabada, aos átomos, ao estado analógico. Contudo, estamos perto do tempo em que o jornal será completamente digitalizado (jornais digitais), deixando então de pertencer à categoria de mass media, para ingressar no mundo dos self media.