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Interface:

A crítica de Nicholas Negroponte, que se dedica precisamente à investigação do interface, é que « […] o interface genérico com os computadores pessoais tem sido tratado como um problema de design físico. Mas o interface não se reduz apenas ao ver e ao sentir um computador. Trata-se da criação de personalidade, da concepção da inteligência e da construção de máquinas que possam reconhecer a expressão humana. […] »

Desta afirmação decorre que criar um bom interface é o grande desafio que se apresenta. Contudo, mais do que uma melhoria gráfica ou sonora, urge um verdadeiro progresso que faça com que seja o computador a ascender ao nível do seu utilizador, e não o inverso. A máquina deve reconhecer quem a utiliza, compreender a pessoa e as linguagens verbais e não verbais: é necessário incutir na máquina a compreensão do sentido. O que se pretende é praticamente a concepção de um humano numa máquina.

A partir do momento em que há interface cria-se um conceito de faz-de-conta, de simulação. Surge daqui o conceito de representação: por exemplo, enquanto trabalhamos no computador, no topo do seu écran aparece uma barra de ferramentas, composta de diversos ícones. O utilizador compreende instantaneamente a metáfora simples que representa o ícone 'impressora'. Todavia, há metáforas mais complicadas, que não são logo entendidas. É por isso que, ao apontar o cursor para um ícone, surge uma etiqueta onde está escrito o nome do ícone em questão. É uma redundância que facilita a vida ao utilizador.

O interface é o ponto de contacto, é a mediação - que permite a comunicação - entre a massa de informação da máquina e aquele que quer aceder. Porém, exceptuando o campo dos jogos, cujos interfaces evoluíram mais depressa perante um mercado em constante expansão e cada vez mais exigente, os interfaces ainda não proporcionam uma verdadeira interactividade no diálogo