
Self media:
Os self media caracterizam um fluxo de comunicação biunívoco : o emissor perde a sua omnipotência em favor do receptor, que tem agora um papel activo. Surge a interacção, a participação toma o lugar da representação.
Se, com os mass media, se vivia numa era de informação, os self media trazem consigo a era da pós-informação. O público numeroso perde a sua importância aqui, resumindo-se muitas vezes a uma só pessoa: há personalização da informação. Será a própria máquina a compreender o homem, o indivíduo, com os seus gostos e interesses particulares.
Como relata Francisco Rui Cádima, « [ ] o que a lógica dos self media e a interactividade evidenciam é sobretudo a crise das estratégias de encenação do actual campo mediático, que insiste de modo insuportável no discurso da actualidade trágica e no pequeno mundo da política e do fait-divers. [ ] »
O interface é próprio e essencial aos self media: é ele que facilita a interactividade entre o homem e o computador.
Os elementos que compõem os self media ou as possíveis aplicações a partir destes são: o computador, a Internet, o multimedia on e off-line com os seus vários ramos e uma série de híbridos que, nascidos mass media, se convertem em self media, como é o caso da televisão digital, dos jornais digitais