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Info-Ricos/Pobres

A criação de um novo espaço público, onde os utilizadores intervêem de forma democrática e sem barreiras poderá à primeira vista supor, um sistema de interconexão global, onde tudo estará ligado a tudo e todos estarão ligados a todos. No entanto esta ideia não corresponde necessariamente ao real. Se formos verificar actualmente, a população que utiliza actualmente os meios dispostos à disposição pela actual tecnologia, podemos concluir que existe uma grande concentração de indíviduos no chamado mundo ocidental (estima-se actualmente que 50% da população que acede à Internet, são norte-americanos).

Este factor resulta das infra-estruturas e meios tecnológicos que os países dispõem para ser competitivos na inovação das tecnologias de rede. Deste modo, verifica-se uma clivagem profunda entre países desenvolvidos (os info-ricos) e países em vias de desenvolvimento (os info-pobres). Portanto a ideia de "aldeia global" onde cada um trabalha para o bem-estar do vizinho, é em alguns casos falciosa e um pouco perigosa. Tendo em conta, as poucas infra-estruturas dos países info-pobres, é necessário pensar em novas soluções para dotar estes países de tecnologias competitivas, utilizando o mínimo de investimento e o mínimo de recursos. Se esta atitude for tomada, no caso dos países info-pobres, estes poderão de uma forma mais fácil entrar num mercado de competitividade informativa, com vista a preservar culturas, ideias ou acontecimentos.

Torna-se também importante suprimir os analfabetos tecnológicos, indivíduos que possuem poucos conhecimentos nas novas tecnologias. É preciso dotar a educação de métodos e sistemas de aprendizagem que incluam (ou previnam) a utilização de suportes digitais e tecnologias de rede, para que num futuro próximo, os sujeitos possam produzir trabalho, ou quem sabe até mesmo, criar novas ferramentas de trabalho.