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Editores On-Line no singular.

A produção individual de conteúdos e a sua distribuição, personalizada pelo próprio produtor de conteúdos, é hoje uma nova possibilidade que se abre ao autor. Apesar de haver algumas excepções no panorama editorial, a edição promovida e distribuida pelo próprio autor utilizando um canal de distribuição física das obras não fará tanto sentido e implicará certamente uma maior necessidade de investimento, do que a distribuição digital de obras individuais.

Existem no entanto outras formas que não passem necessáriamente pelo crivo de editor de livros on-line, que é a de os autores verem as suas obras publicadas electronicamente única e exclusivamente por sua própria vontade. Criar um site pessoal e publicar electronicamente textos de ficção ou ensaios temáticos é sem dúvida uma outra forma de o fazer. Deste modo a palavra escrita e divulgação de ideias assume uma liberdade diferente do que fomos habituados até aqui. Assiste-se assim um maior número de produtores/autores de conteúdos dada a possibilidade que a rede global traz na distribuição de conteúdos.

Deixou de ser o mercado e editores a aferirem se um autor e o seu conteúdo deve ou não ser divulgado. O autor é dono e senhor dessa decisão. Embora a distribuição do um livro através dos actuais tradicionais canais de distribuição se manter e continuarem a ser pertença de editores livreiros e seus distribuidores na medida em que o editor decide editar assim como com que distribuidor trabalhar, este novo canal de distribuição electrónico abre sem dúvida as portas a todos aqueles que queiram e ser autores divulgados.

 

O número de autores cresceu assim como se verifica que os adolescentes passaram já a ter um papel mais activo na produção de conteúdos. De acordo com Don Tapscott, dois terços da população adolescente nos EU usa um computador pessoal em casa ou na escola. Todas as tecnologias digitais estão a evoluir de forma a serem utilizáveis através da Rede Global. Entre 1995 e o ano 2000 o número de acessos à Rede Global crescerá de 10% a 46%.

De acordo com um estudo realizado pelo Teenage Research Unlimited, a percentagem de adolescentes que acreditam que é "in" estar "on-line" subiu de 50% em 1994 para 74% em 1996 e 88% em 1997.

É impossível deixar de sorrir ao ler Don Tapscott citar no seu livro "The Digital Economy" o caso de Adam Landry , um rapaz de 15 anos que criou a sua página na Web tornando-se um novo editor de informação. Penso na minha sobrinha de 16 anos, Joana Penha Lopes, também ela é uma editora de informação nesse sentido. Utilizando a oportunidade dada pelos servidores de internet ao darem um espaço para publicação de uma página nos seus servers a todos os seus novos assinantes, Joana criou a sua própria página onde publica os seus poemas, fotografias de grupo tudo ao som dos seus grupos preferidos. Poderemos dizer então que existe uma emergência de novos autores multimédia que se tornam editores ou não por sua decisão pessoal não ficando à espera dos trâmites usuais para edição de conteúdos que tem vindo a ser seguida até aos nossos dias.

Desde que alguém esteja estabelecido, no mundo digital o valor acrescentado por um distribuidor é cada vez menor. Nicholas Negroponte

È interessante verificar que para o autor se estabelecer no mundo electrónico poderá usar formas já tradicionais como seja ser publicado por determinado editor e comentado por determinado crítico literário ganhando o seu nome um reconhecimento que bastará para ser procurado através da Internet ou terá o Autor de procurar promover-se num novo meio. É interessante verificar que a Amazon tenta promover-se através de todos aqueles tenhham a sua página na Web oferecendo ao seu promotor um incentivo de uma percentagem de lucro pelo comprador canalizado. Quem sabe se no futuro uma das formas de os jornais e edições que já estão on-line não passarão a oferecer aos autores de conteúdos as suas pãginas na Web para levarem novos leitores até aos autores.

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