
Promoção de Autores atravessando fronteiras.
Segundo a estatísticas da APEL quase 50% das vendas de livros são educativos. Os autores portugueses de obras não destinadas ao sector educativo oficial vêm-se confrontados com uma reduzida procura. O potencial de um mercado alargado,dado pelos leitores portugueses que hoje navegam na internet abre, um novo mundo de perspectivas. O autor em língua portuguesa, caso tenha a sua obra num suporte digital e distribuido digitalmente, pode pensar não no mundo de potenciais 500,000 leitores caso a edição seja proeminentemente distribuida neste canto lusitano, onde todos se queixam da falta de oferta de obras de autores portugueses no Brasil.
No final do ano passado, alguns editores foram convidados pelo ICEP (Investimentos Comércio e Turismo de Portugal) para discutir a circulação do livro português no Brasil. Um dos temas em debate foram a falta de promoção de autores Portugueses no Brasil. Os editores que têm posto as suas edições no mercado brasileiro através de importadores brasileiros, queixam-se que vão exportando para o Brasil dez exemplares de cada vez, mas os importandores comercializam-nos através de livrarias que vendem por preços várias vezes superiores aos do mercado nacional (são as despesas de transporte, os custos aduaneiros, a comissão dos livreiros brasileiros, as despesas e o lucro do importador, etc.). Outro factor apontado como negativo pelos editores foi o facto de só receberem cerca de quatro meses depois as vendas efectuadas para o Brasil. Outros editores informaram ainda que para que alguns dos seus autores possam ter no Brasil a circulação adequada (José Saramago, Cardoso Pires, Lobo Antunes, etc.) têm de alienar o seu património a editores brasileiros, cedendo-lhes os direitos de edição, perdendo assim o controlo exacto sobre as vendas.
(in Público ,29 de Dezembro, 1998, Nelson de Matos)
Os leitores da Internet em Língua portuguesa representam um universo a não menosprezar.
Não pode por isso o universo editorial estar indiferente a um potencial número de leitores que já hoje vêm no ecrãn o suporte de conteúdos traduzidos de um mundo digitalizado (concepção do conteúdo num a base de bits , traduzido em bits a uma velocidade luz (nalguns caso a possível)).
É -me impossível não deixar de referir, que o facto de se utilizar um meio digital para distribuir obras literárias seja a sua entrega final feita também digitalmente ou através correio, ela significa a oportunidade para os autores portugueses verem as suas obras divigulgadas por uma maior comunidade populacional. A comunidade de quem fala e lê em Português que está já hoje ligada através da Internet é segundo estatísticas publicadas pela Global Reach, uma empresa de Marketing Internacional On-line, estimada em 1 milhão e 350 mil pessoas sendo que um milhão são acessos de pessoas on-line no Brasil, 188 mil em Portugal e 90 mil é o número apontado para Americanos que acedem à Internet apartir das suas casas.
As estatísticas não representam de forma alguma o número de pessoas que falam a língua portuguesa que representam um universo mais vasto mas pelo menos mostram que existe já um grande número de leitores de língua portuguesa que está ligado através da Internet. Este universo não pára de crescer. Uma actualização dada pela imprensa Brasileira (IDG Now, 28/12/98) aponta para os 3 milhões e quatrocentos mil utilizadores da Internet no Brasil. Previsões dadas pela mesma fonte (3ª edição da pesquisa Cadê/Ibope em Outubro de 1998) apontam para 7 milhões de Brasileiros ligados à Internet no amo 2001.