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JORNALISMO ONLINE - A IMPRENSA EM BITS

 

Com o nome que lhe quisermos dar - Sociedade da Informação, Revolução das Telecomunicações, Século do Conhecimento, Era digital, do Ciberespaço ou da Internet – o certo é que vivemos hoje a emergência de um novo paradigma comunicacional, a terceira "mediamorfose", com inevitáveis consequências ao nível social, cultural, económico e político. Mais do que a passagem do mass para o self media, caminhamos hoje para o Multimédia, em que os meios já não se sobrepõem ou coexistem, mas antes se fundem num único medium integrado (o Computador Pessoal) que procura responder aos interesses da sociedade em geral, e de cada utilizador em particular, num regime de interactividade.

A televisão caminha nesse sentido, as estações de rádio digitalizam-se, e nem os jornais parecem resistir à mutação dos tempos, trocando as bancas de rua por sites na Internet, num espaço virtual que não é mais o velho papel cinzento e sujo que depois de lido é nada mais que lixo. O próprio nome – Imprensa – ainda com o cheiro das velhas tipografias das rotativas e do prelo, terá também de desaparecer.

Vai sendo já esta também a realidade em Portugal, embora as publicações electrónicas portuguesas ainda sejam pouco mais do que um complemento do papel, sem grande expressividade em termos de número de leitores - audiência. Meras adaptações para um produto multimédia daquilo que já existe, embora haja já algumas criações a partir do zero, com uma concepção própria criada exclusivamente para a rede.

E se a tradição já vai deixando de ser o que era em termos de informação jornalística, muito o deve a centros de investigação aplicada como o MIT Media Lab (nomeadamente através do NiF), onde têm sido estudadas e encontradas soluções viáveis para o Jornalismo do futuro. Por enquanto não passam de hipóteses em fase de experimentação, com as suas vantagens e desvantagens, mas os progressos rápidos que têm sido feitos nesta área fazem já antever a morte do impresso e de todos os hábitos sociais e ele associado.

Cá estaremos para ver.

 

Sara Rodrigues