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Mais-valia online

 

«Embora muitos se queixem que a edição online é apenas a cópia do conteúdo da versão impressa, ela tem valor se as suas histórias e figuras forem usadas de forma correcta» – afirmou uma dos responsáveis pela versão electrónica do New York Times – Elizabete Osder – durante a Conferência "Editorial Issues on the Web" (Agosto 1997), acrescentando que a publicação online é uma mais-valia do jornal tradicional, algo que a concorrência não tem e que pode ser usado para levar leitores à Net.

No entanto, tanto o "New York Times" como as restantes versões online de publicações impressas, reconhecem que é necessário diversificar o produto relativamente ao que ele é na sua versão tradicional. O "New York Times", por exemplo, começou por introduzir novas imagens, histórias e colunas próprias, bases de dados (em texto, vídeo e audio) e formas de interactividade que atraíssem e "prendessem" os leitores (como é o caso de jogos interactivos). E o actual site do jornal pouco se assemelha ao site de estreia, o que prova o esforço de aprendizagem e de verificação sobre o que resulta ou não na Web.

É certo que uma publicação online dificilmente consegue atingir a lógica do "imediato" que conseguem a TV e a rádio, mas de qualquer forma, na Internet, a versão online deste jornal é actualizada duas vezes por dia. Segundo Osder, o que marcará no futuro a diferença das publicações online será a rapidez, a praticabilidade, a interactividade, o entretenimento e a credibilidade. «Usem todas as oportunidades para construir conteúdos que possam trazer algo novo. Não podemos permanecer onde estamos hoje» – avisa constantemente Osder aos seus alunos do Seminário de Jornalismo Interactivo na Universidade de Nova York.

Nessa mesma linha falou Ralph Langer – editor e vice-presidente executivo do "Dallas Morning News" – numa conferência em S. Francisco sobre a emergência dos novos media: «Os valores centrais do jornalismo – pertinência, hegemonia, acessibilidade, bom-senso e credibilidade – devem ser incorporados nos serviços prestados online», de forma a contrariar aquilo a que Langer chama de "pseudo-notícias" da auto-estrada electrónica.

 

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