
MUSIC
A expansão da Internet tem favorecido a formação de comunidades virtuais que, mais do que por razões de proximidade geográfica ou racial, se formam em virtude de um ou mais interesses comuns, a que a Internet responde.
No entanto, as potencialidades da rede podem também ser postas ao serviço dos interesses das "comunidades reais", ou seja, do grupo de indivíduos que ainda mantém relações de grupo com os outros indivíduos que habitam nas suas proximidades (e digo "ainda" porque cada vez mais as famílias estão confinadas às suas quatro paredes, onde não precisam de procurar o mundo porque é o próprio mundo que chega às suas casas através dos meios de comunicação, ou ir até ele é tão simples como "clicar" o ícone da ligação à Internet num computador lá de casa). Os computadores em rede e as bases de dados comunitárias podem tornar-se poderosas ferramentas de organização e modelagem colectiva.
O MUSIC (Multi-User Sessions In Community) é uma rede que disponibiliza uma vasta base de dados para assuntos locais a uma comunidade marginal de Boston, que simultaneamente contribui para o seu enriquecimento e actualização. Seguindo as tendências actuais de design de interface, a base de dados no MUSIC apresenta-se através de metáforas espaciais e visuais, distribuída em "rooms" (divisões) organizados em torno de diferentes tópicos e assuntos de debate. Os utilizadores podem entrar num desses "rooms" e adicionar toda a informação que considerem pertinente (em texto, imagem ou som), ou podem entrar nos "chats" de discussão, utilizar o correio electrónico, ou simplesmente consultar informação.
A pesquisa do NiF tem registado os inúmero benefícios do MUSIC enquanto ferramenta de "construccionismo social". Os indivíduos, no seu empenho individual, acabam por contribuir para o desenvolvimento e interdependência da sua comunidade local.
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