
Reacções dos jornalistas
Os investigadores americanos distinguem três caminhos diferentes que os jornalistas tomam face ao jornalismo digital, consoante a visão que têm sobre o uso do computador nas redacções. O primeiro grupo, dos chamados "revolucionários benevolentes", é entusiástico das novas tecnologias. O segundo "tradicionalistas nervosos" negam tudo o que venha quebrar com a tradição, e o terceiro grupo, dos "separatistas serenos", não temem as novas tecnologias, mas acham que estas terão pouco impacto no papel do jornalista.
No entanto, os resultados a que chegaram estes investigadores não corresponderam exactamente às expectativas. Por exemplo os "revolucionários" aparecem como os defensores da ideia de que o jornalismo online dependerá de uma boa escrita, boas entrevistas e reflexão. Entre os descritos como "tradicionalistas", um editor de 53 anos entrevistado pelo pesquisador afirmou que achava as novas tecnologias «uma dor de burro que exige dos jornalistas mais do que eles precisam ou podem usar». Um tradicionalista teme que a informação se submeta à sua apresentação: «Escrever está a tornar-se cada vez mais irrelevante...». Outro repórter queixa-se: «À medida que os media se tornam mais dependentes das invenções técnicas e da velocidade, diminui a preocupação com a qualidade do produto que eles veiculam.»
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