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Os moderadores dos canais de conversação, professores e pais que convivem com a geração Net afirmam que esta é uma geração autoconfiante.

Um factor tem a ver com a natureza interactiva dos media. O psicólogo Jean Piaget explicou que a construção do "Eu" ocorre quando a criança actua no seu meio – quando as crianças actuam para compreender o que podem fazer. Isto poderá explicar porque a televisão é um meio improdutivo para o desenvolvimento da autoconfiança – a criança não actua, mas sim reage. E explica também porque é que os media interactivos contribuem para o desenvolvimento da autoconfiança. Há sempre alguém para falar na Net.

As crianças actuam continuamente no seu mundo. Mas é diferente agir com as peças da Lego. Há uma importante distinção entre o agir no mundo físico e agir no mundo social. A televisão não permite nenhum. O Lego permite um. A Internet permite os dois. As acções na Net envolvem a leitura, imaginação, tomar decisões, procurar informação, descobrir novos lugares e interagir com outros. Mesmo com os jogos de video, cada vez mais sofisticados, as crianças agem – pulam, dão murros, batem, conduzem, etc. As crianças começam a compreender as novas coisas que podem fazer.

A autoconfiança é também engrandecida nos canais de conversação porque as crianças podem sempre ter uma outra oportunidade – eles podem adoptar uma outra personalidade. No mundo real, as crianças podem ser rotulados ou isolados muito cedo, o que pode levar anos a mudar. Uma alcunha desagradável leva anos a ser esquecida. No ciberespaço, se a criança não gosta da forma como é caracterizado, pode adoptar uma nova personalidade. O "outro" falhado é esquecido.

As crianças têm oportunidade de testar na Net alguns elementos da sua personalidade antes de os experienciar na vida real.