tit_n_estudos.gif (8524 bytes)

Histórias de crianças de 6 anos que programam os videos depois de tentativas frustradas dos pais são agora clichés. Uma nova versão é uma rapariga de 14 anos cujos pais lhe pedem para instalar o software Net Nanny no computador familiar para manter a pornografia proibida. Obviamente que os pais estão conscientes com o facto de que se ela instalou o software, também o controla.

Dois terços das crianças no Growing Up Digital dizem que são mais peritos em computadores do que os seus pais.

"Este é um momento única na história, no qual o papel das crianças em casa está a mudar", afirma John Seely Brown. No passado os pais eram as figuras de autoridade. A noção de que as crianças são capazes de fazer algo de novo, ou realmente útil, é aborrecida para os pais. Em todos os domínios, os pais eram tidos como mais sabedores. A única excepção era a dos filhos dos emigrantes que aprendiam mais rapidamente uma nova língua, e que tornavam- se nos intérpretes da família.

"Assim, pela primeira vez há coisas que os pais querem ser capazes de aprender e fazer, nas quais são as crianças são de facto a autoridade (...)o que significa que a conversa à mesa do jantar mudou" diz Seely Brown. Nalguns assuntos os pais são a autoridade, noutros, são as crianças. As implicações são grandes. Os membros das famílias começam a respeitar-se pela autoridade que realmente são. Isto cria uma dinâmica diferente se for bem gerida pelos pais. Poderá criar uma maior abertura, consenso e efectiva unidade familiar.

Este conhecimento poderá ser alargado a outras instituições sociais.

Será também curioso verificar como se dará entrada da geração Net na universidade e no mercado.

Imaginem o impacto desta nova vaga de jovens conhecedores da nova tecnologia, cada um comandando o poder e o respeito pelo seu conhecimento em algo que é crucial para o sucesso da companhia. Mais, sendo uma autoridade, pelo menos num domínio, ficará a geração Net satisfeita com o velho modelo hierárquico das empresas?

As companhias de sucesso serão aquelas que reconhecerem que o sistema em rede funciona melhor. Seely Brown: "O que vemos nas empresas líderes é que cada um de nós é, de alguma forma, uma autoridade em alguns assuntos e aprendizes noutros. Devemos estar preparados para aprender com os nossos subordinados e vice-versa." Interacções iguais em casa e na escola estabelecem o estado das experiências que nos preparam para entrar no mundo do pós-modernismo.

Os pais que não se sentirem ameaçados com a sobreposição podem beneficiar. Afirma Barbara Harr: "As crianças estão total e virtualmente rodeadas pelo multimédia, desde o dia que nasceram. É uma experiência totalmente diferente e é um nível cómodo que está a estabelecer-se desde já. Os pais com pequenas crianças, provavelmente, terão vantagens relativamente a outros adultos, porque eles podem aprender estas novas tecnologias com os seus filhos." Mas também há muitos adultos que têm dificuldade em aceitar o «generation lap» e verem o potencial para o desenvolvimento. Muitos professores recusam a ajuda dos alunos e depois chamam os técnicos de informática. Os adultos deveriam ouvir mais as crianças e talvez até aprender algo com elas.