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A geração Net e os seus pais: quatro cenários para o futuro

Coexistência pacífica

Guerra fria

A explosão geracional

A sociedade em rede

Coexistência pacífica

Os medias e outras instituições da geração de 60 aceitam a juventude. Percebem que a cultura juvenil não é algo mau, mas sim, que é a expressão natural de uma geração, com o seu estilo próprio de vida, media e autonomia.

Por motivos indetermináveis, a participação da geração Net nos media digitais é passiva. Quando a televisão digital entrar no mundo digital, os membros desta geração preferem ver televisão a interagir com fontes de informação, canais de conversação, jogos, grupos de discussão, MUD, e outras tecnologias. Os computadores e a Net têm um impacto mínimo na sua vida; as escolas não mudam, a juventude é uma força relativamente passiva. As duas gerações toleram-se. Ý

Guerra fria

A inquietação e a hostilidade dos media antigos e das outras instituições em relação à juventude adquire dimensões chocantes. A censura que fazem à Net é bem sucedida, proíbem as actividades juvenis e reduzem a Net a um meio rígido, tépido e estéril. Os boomers recusam-se a entregar a liderança das empresas e da sociedade à geração Net. Os jovens, carecendo de novos media como ferramenta de aprendizagem e organização, permanecem sem poderes e tornam-se cínicos. As oportunidades de trabalho são limitadas, porque a economia não expande e, mais, a geração de 60 continua a ocupar os melhores cargos. As relações entre estas duas gerações é tensa e pouco comunicativa. Ý

A explosão geracional

A sociedade e as instituições da geração de 60 intensificam as atitudes negativas em relação aos jovens e à sua cultura, mas não podem ou escolhem não controlarem o novo media e a sua evolução. Os pais permitem que os seus filhos utilizem a Net nas escolas e em casa. A Net cresce em ubiquidade , função, segurança e velocidade. Uma nova radicalização juvenil emerge quando os jovens usarem o novo media para debater, advogar, adquirir conhecimento, mobilizar e lutar pelos seus direitos. Emergem novas ideologias que se equilibram com o crescente conservadorismo das gerações mais velhas. Os novos líderes juvenis tomam a dianteira, para alterar o status quo. Ocorrem mais dissonâncias e conflitos sociais. O meio é volátil e explosivo. Ý

A sociedade em rede

A juventude ilumina as instituições. Os governos, em vez de construírem prisões para os jovens, começam a travar as origens sociais da droga e criminalidade. O sistema de ensino é reinventado, baseia-se no novo modelo de aprendizagem. Os negócios aprendem com as novas companhias da geração Net – mudando para empresas ligada à Internet, e até, mais produtivas e aumentando a economia. Os empresários da geração Net têm a oportunidade de florescer e de proliferar o seu estilo de negócios. O desenvolvimento social, o fim a discriminação racial e o crescimento das classes mais baixas, é possível devido ao aperfeiçoamento da criação de riqueza na nova economia. A divisão digital foi remetida e uma geração inteira partilha os novos meios de comunicação. Os pais e os filhos vivem juntos as experiências desta revolução, criando famílias abertas. O «generation lap» é reduzido porque os adultos estão a aprender com as crianças a lidar com os novos media. Emergem novos modelos de governação e o governo é reinventado. Emergem formas verdadeiras de democracia, nas quais os cidadãos têm um maior controlo no seu destino. Ý