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A geração Net traz novas dimensões ao debate sobre o impacto dos computadores na qualidade de vida no trabalho. É verdade que muitos trabalhos que envolviam sistemas de computadores estão a desaparecer. Nos primeiros tempos, os sistemas eram só de uma função e o interface era muito limitado, ou inexistente. Agora, a tecnologia agarrou os diversos media e tornou-se multifuncional. Cada vez mais, os objectivos dos sistemas não são autonomizar, mas possibilitar a colaboração humana, o julgamento e a criação de novos valores.

Mais importante do que ter uma secretária, é trabalhar num meio onde os computadores estão todos interligados numa rede, interna e externa. Os membros da geração Net consideram as ferramentas não digitais cruéis e punitivas. De facto, tornar-se impossível trabalhar sem os media digitais. Não há alegria quando se desempenham tarefas improdutivas – atender telefones, esperar que as coisas aconteçam, arquivar informação, substituir alguém. As pessoas sentem-se realizadas no seu trabalho quando este é produtivo – o que se torna possível com as novas tecnologias. Mais, as novas empresas e sistemas de trabalho não poderão ter sucesso sem uma elevada motivação e identificação dos empregados. No novo mundo do trabalho, os sistemas de elevada performance e qualidade de vida no trabalho caminham de mãos dadas.

Contudo, não há nada na tecnologia que garanta qualidade de vida no trabalho. A conectividade digital é necessária mas insuficiente para a realização no trabalho. É incumbido aos gerentes que criem locais de trabalho agradáveis, humanos e produtivos. As pessoas planeiam o sistema de trabalho e as organizações, não a tecnologia.