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As crianças brincam no computador. O maior motivo porque gostam de usar a Net é porque "é divertido". Os jogos de video são uma grande ocupação.

Enquanto alguns pais estão preocupados com o chamado ‘vício’, somos levados a pensar que os jogos de computador e os de video não violentos são, provavelmente, positivos. Empreendendo a criança numa experiência interactiva, desenvolvendo as capacidades motoras das mãos e dos olhos, dando à criança uma sensação de realização. Mantendo as crianças longe das ruas, e encorajando ao divertimento, os jogos são, para muitos pais, encarados como valiosos, ou pelo menos, benignos.

O que os pais não aprovam é a violência dos jogos de video e on-line. Alguns pais acreditam que a violência de alguns jogos é pior do que um filme ou um programa de televisão violento, porque no jogo a criança inicia as acções. Os pais não só receiam que as crianças tornem-se imunes à violência, mas que eles usem a agressão e a violência como solução para os problemas que enfrentam no seu dia-a-dia.

É claro que as crianças não pensam assim. Elas parecem mais impressionadas com as capacidades de controlo necessárias para resolver os puzzles dos jogos.

O mundo interactivo dos jogos continua a ser um clube de rapazes. A razão para a violência e da atracção que provoca nos rapazes, está enraizada no modelo tradicional de brincadeira que desde sempre foi exibido pelos rapazes. Os jogos de computador e de video tentam reproduzir fielmente os espaços abertos e afastam a violência inerente às formas tradicionais de jogar dos rapazes.