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A economia digital poderá causar uma divisão da sociedade, criando um fosso entre os possuidores de informação e os não possuidores; os que podem comunicar com o mundo e os que não podem. À medida que a tecnologia de informação torna-se importante para o sucesso económico e para o bem estar social, a possibilidade de um apartheid de informação torna-se mais real. Tal como a "divisão digital" também a geração Net poderá significar a não geração.

O acesso aos computadores e à Net está directamente relacionado com o rendimento dos pais e das escolas. Alguns dizem que é um problema temporário, mas o certo é que a divisão digital está a aumentar e não a diminuir. Quem não tem possibilidades de ter computador ou aceder à Net é constantemente ultrapassado pelos que têm (não só melhores acessos, mas também melhores serviços, acesso mais rápido, melhores tecnologias e mais importante, mais motivações, competências e conhecimentos). Os não possuidores tornar-se-ão nos não-conhecedores e nos não-fazedores. Aumenta o fosso entre as nações possuidoras e não possuidoras. A maioria dos utilizadores da Net são dos EUA; a Europa (excepto Escandinávia) e o Japão vão muito atrás. O verdadeiro fosso está entre os desenvolvidos e os sub-desenvolvidos. Estes, na sua maioria, não possuem telefones, e assim estarão em grande desvantagem quando as redes tornarem-se a base do comércio, da criação de riqueza, do emprego, aprendizagem, cuidados médicos e desenvolvimento social. Estes países pobres, tornar-se-ão pobres de informação. Consequentemente, como são não-possuidores das tecnologias tornar-se-ão não-possuidores em geral. Deixando continuar assim esta situação, está-se a polarizar o mundo entre nações ricas e pobres, com as ricas a comandar.