
Aqueles que dizem que a carência de valores familiares conduz a um problema social estão a confundir causas e efeitos. A realidade económica assegura que a tradicional ordem o pai trabalha e a mãe fica em casa não é uma opção económica possível para a maioria das famílias. A solução não possibilita à mãe ficar em casa. Não só porque não é economicamente viável, mas também porque não é justo para a mulher. Contudo, mais e mais crianças estão em risco de ver os seus pais brigarem por melhores rendimentos e sucesso.
Muitas mulheres governam sozinhas as suas casas. Primeiro, porque muitos casamentos acabam em divórcios; segundo, porque alguns pais escolhem não viver com as suas famílias nunca casam ou coabitam.
Tudo isto leva a que muitas crianças, quando saem da escola, regressam para uma casa vazia. No geral, os pais passam menos 40% do seu tempo com os filhos, do que à 40 anos.
Fora estes constrangimentos, é possível dizer-se que nunca houve uma geração de pais mais querida e preocupada com os seus filhos do que a geração de 60. Não foi há muito anos que se dizia às crianças para não falar, só para responder; as crianças eram para serem vistas e não para serem ouvidas. A geração de 60 foi realmente a primeira geração de crianças que foi tratada civilizadamente e que foi vista como tendo direito a reclamar por uma justa partilha dos recursos familiares. Hoje muitos pais, dedicam todo o seu tempo disponível e os recursos possíveis, para ajudar os seus filhos a crescerem e desenvolverem-se. Muitos pais esforçam-se para manter uma comunicação aberta com os seus filhos, compram livros sobre crianças, instalam um computador em casa, prestam atenção aos desempenhos escolares e abandonaram as punições corporais. Como reconhecimento, as crianças respondem positivamente a esta atenção. As crianças olham para os seus pais como os guias mais importantes, e acima de tudo, valorizam o tempo passado em família.