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A geração de 60 escrevia um ensaio na escola conduzindo pesquisas, escrevinhando um rascunho, e depois compondo o ensaio do princípio ao fim. As ferramentas para escrever era a caneta e o papel, ou talvez, a máquina de escrever.

A criança da geração Net toma os in e os output de informação de maneira diferente quando trabalham com media digitais. A informação é absorvida de fontes múltiplas e ocorre de forma menos sequencial. Usando o software, a criança pode organizar a informação em complexas estruturas que possuem links para outras informações. Isto mostra como começa a mudar o que ocorre entre o input e o output, o processamento, a cognição e a razão.

A ideia de que os computadores poderiam libertar os humanos do pensamento linear foi explorada e demonstrada por Douglas Englebert, em 1962. Em 1967, implementou o hipertexto que compunha ideias de forma sistemática e não sequencial. Ou seja, as ideias podiam ser compostas conceptualmente e não do principio ao fim – o que possibilita a construção de um alto nível estrutural do documento, e um segundo-nível e assim sucessivamente. O texto contém no seu interior ligações (links) para outro texto no documento ou outros documentos que estão gravados no computador. Esta ideia foi a percursora do WWW, no qual os documentos contêm ligações para outros documentos.

Dean Meyers (um dos jovens utilizadores do hipertexto como ferramenta de pensamento) acredita que o uso de tecnologia mudou a sua forma de pensar. Quando ele escreve um texto é forçado a pensá-lo conceptualmente – ou seja, ele necessita criar um nível superior estrutural para usar as ferramentas hipertextuais para construir sucessivas e mais detalhadas estruturas. Meyer está convencido que as ferramentas hipertextuais podem ajudar a desenvolver um pensamento claro. O facto de se precisar realçar palavras do texto força o autor a definir pontos mais importantes. A sua descrição é ilustrativa: "Precisa-se de saber como os pensamentos funcionam juntos: a sua fluição e estrutura. Apontando o que é importante e o que não é. Ser capaz de pô-los por ordem. Conhecer a importância relativa que é dada não só no fluir, mas no conhecimento do que é subsidiário do quê. O que é de nível inferior e o que é mais importante."

Mesmo sabendo que ainda falta muito para aprender parece que a visão dos profetas em relação à forma como a Net afecta a psicologia da criança está errada. Em vez do "neocortex comer-se", as crianças parecem estar a desenvolver melhor a sua cognição, intelecto e habilidades. A criança da idade digital parece ser esperta, aceita a diversidade, é curiosa, assertiva, auto-confiante, muito amor próprio e de orientação global. As evidências sugerem que processam a informação de forma diferente dos seus predecessores: eles têm novas ferramentas para o auto-desenvolvimento. Tudo isto poderá servir-lhes, mais tarde na vida.