
Isto é muito diferente da criança que é estudante durante o dia, um atleta depois da escola, filha durante o jantar, música durante a sua aula de piano. Aqui ela está a desempenhar diferentes papéis em momentos e em locais diferentes. Como diz Sherry Turkle: "As janelas tornaram-se uma poderosa metáfora para pensar no eu como um sistema múltiplo e fragmentado".
Turkle explica que o eu já não se limita a desempenhar diferentes papéis em cenários e momentos diferentes. A prática vivida nas janelas é a dum eu descentrado que existe em muitos mundos e desempenha muitos papéis ao mesmo tempo. As experiências na Internet ampliam a metáfora das janelas agora, a própria vida real, pode ser «só mais uma janela».
Isto pode ser positivo, como foi anteriormente explicado, assim a criança pode engrandecer e criar imagens de si própria e do seu mundo que são mais satisfatórias do que a imagem real. Permite-lhes também desenvolver a confiança e o conhecimento para enfrentar melhor a realidade.
Muitas vezes as crianças adoptam novas identidades por razões práticas, mas eles querem reafirmar a sua antiga identidade.