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"Net Addiction"

"As nossas crianças estão a ficar viciadas à Internet"; "Uma geração de viciados". Se se acreditar nisto, enfrenta-se um grande problema. Sherry Turkle detesta isto. Diz ela, "Toda esta coisa acerca do vício faz-nos soar mais estúpidos do que aquilo que precisamos soar em relação à complexidade deste fenómeno. Isto cega-nos". A seu ver o termo vício é muito específico e com significado muito forte, e a sua utilização neste contexto é uma barreira a diálogos interessantes sobre a Net e as crianças.

Turkle diz que se uma criança está viciada numa qualquer substância, os pais têm um trabalho a realizar – tirá-la do vício. Ao contrário da Net, não há nada de positivo a dizer acerca da dependência. Turkle dá o exemplo da heroína. Ao contrário dos media digitais, ninguém pode dizer que usa a heroina para aprender e trabalhar os problemas e para explorar diferentes aspectos da sua personalidade.

Embora os pais precisem de estar atentos a qualquer comportamento compulsivo dos seus filhos, é claro que existe um preconceito anti-tecnologia no interior da hipérbole "vício da Net". Não se ouve as pessoas falarem no "vicio dos livros", por exemplo. Mais, usamos o termo positivo "leitores insaciáveis". Ou crianças que adoram ler. Os adultos estão preocupados com o vício pelos jogos de video, computadores, Net – em particular, os canais de conversação – algo que as crianças fazem que os seus pais não percebem completamente ou não governam.

Se as crianças envolvem-se, durante um longo período de tempo, com algo que lhes provoca um desequilíbrio à sua vida, devemos estar preocupados. Se ela desistir do seu grupo de desporto, não fizer os trabalhos de casa, afastar-se dos amigos – isto deve despertar preocupação. Contudo, a experiência demonstra que o uso compulsivo do novo media é muito raro e quando ocorre é normalmente um problema temporário. Mais, as crianças demonstram uma apreciável capacidade de se auto-corrigir.