
A geração Net é muito tolerante. Isto acontece porque na Internet ninguém sabe se o outro é preto ou branco, baixo ou alto, bonito ou feio, rico ou pobre. As crianças muitas vezes assumem personalidades alternativas quando estão a navegar na Net. Podem ser alguém diferente, ou podem ser algo, uma personagem do desenho animado ou um objecto inanimado. Se alguma criança está a falar com alguém que usa o símbolo de um cão, não se importa que seja um cão o que é importante é o que o cão tem para dizer. Discriminações aos cães é o mesmo que a discriminação ao negros e isso na Net não existe. Ý
Todas as gerações são curiosas. Na infância quer-se é explorar, descobrir e investigar.
Com o mundo interactivo a curiosidade aumenta. As crianças têm um novo mundo para explorar. Este novo mundo contem muito do conhecimento do mundo, inúmeros locais virtuais para descobrir, e novas inimagináveis experiências emocionantes, arrebatadoras e bizarras. Ý
O acesso aos medias permite à geração Net defender-se muito melhor do que qualquer outra geração. É a possibilidade de se defenderem que dá a esta geração o poder de marcar a diferença. Algumas páginas pessoais são equivalentes à petições de 1960, e são feitas pelos membros da geração Net que se declararam num novo nível.
Segundo Kate Baggot, "Começam a desenvolver a autoconfiança ainda muito novos: eles podem descobrir o que querem e o que precisam rápida, fácil e honestamente".
Para a psicóloga Joan Grusec, a independência encorajada pela Net tem um lado obscuro. Mas não é certo que esta independência signifique rejeição da autoridade paternal. As crianças sentem grande confiança e abertura para discutir temas mais controversos com os seus pais, professores, e até lideres religiosos. Muitas famílias discutem sobre assuntos impensáveis de ser discutidos a alguns anos atrás. Ý