
Segundo muitas reportagens, os mais velhos, deveriam estar muito preocupados. Esta nova geração é pintada a traços negros, como egoísta, sem valores sociais, e apenas preocupada em fazer dinheiro quando crescerem. São descritos, por muitos, como cínicos, violentos, irritadiços, viciados nas suas preferências musicais exóticas, nas drogas, no exibicionismo e até na pornografia, em suma, uma «geração rasca».
De facto, quando se fala da juventude a usar a tecnologia, o incómodo é logo maior do que o entusiasmo. As perguntas ultrapassam em larga escala as respostas:
Estas perguntas surgem não dos cínicos, moralistas e tecnofobicos, mas de gente razoável e bem intencionada.
Além do mais depois os adultos começam a ficar preocupados com as implicações dessa nova geração em relação a eles.
Os adultos sabem que a nova tecnologia é importante para as crianças, mas estão preocupados com o seu lado negro. Vêem os benefícios, mas quando lêem as histórias horríveis questionam se serão verdadeiras. É algo muito novo, sem precedentes. Os adultos estão preocupados com as crianças.
A televisão teve uma série de problemas não identificados. Há preocupações legitimas em relação aos resultados não visíveis desta revolução.
Justificam-se todos estes medos em relação à geração Net? O que está a acontecer com as nossas crianças?
Descansem. As crianças estão bem. Estão a aprender, a desenvolver-se e a florescer no mundo digital. Eles precisam de melhores ferramentas, melhores acessos, mais serviços e muito mais liberdade para explorar, não o oposto. Mais do que a hostilidade e desconfiança dos adultos, precisa-se de uma mudança no pensamento e no comportamento da maior parte dos pais, educadores, legisladores e lideres de negócios.