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Quatro temas do novo «generation gap»

  1. A geração mais velha está inquieta quanto às novas tecnologias, as quais são agarradas pelas crianças.
  2. A geração mais velha tende a estar inquieta em relação ao novo media – o qual está no coração da cultura jovem.
  3. Os velhos media estão inquietos com os novos media.
  4. A revolução digital, ao contrário das anteriores, não é só controlada pelos adultos.

A Net é um desafio à ordem existente em muitas formas. Uma velha geração que estava confortável com os seus velhos meios de comunicação estão a ficar inquietas com a nova geração e com os novos meios de comunicação que não são controlados por ninguém. Pela primeira vez, a nova geração compreende melhor o novo media e agarra-o muito rapidamente. Este desafio à ordem existente é uma formula para a confusão, insegurança e alguns desagradáveis livros, artigos e programas de televisão acerca da juventude e sua cultura e dos media.

 

  1. A geração mais velha está inquieta quanto às novas tecnologias, as quais são agarradas pelas crianças.
  2. Muitos adultos vêem a tecnologia digital mais como um detractor do que um contributo para a sua qualidade de vida. Afinal, os computadores foram introduzidos nas empresas, inicialmente, como uma redução de custo conseguida com a substituição dos homens pelas máquinas.

    Os media digitais estão a tornar o quotidiano do trabalho muito agitado. Os faxes, pagers, telefones celulares, e-mails, as redes de computadores locais e globais, a Internet – todas estas tecnologias são utilizadas pelas companhias para aumentar a velocidade e pressão no local de trabalho.

    Para as crianças a nova tecnologia é fantástica. O maior utilizador do computador familiar é a criança. Os adultos que estão inquietos com a tecnologia transferem esta preocupação para os mais entusiastas utilizadores das tecnologias, dando surgimento às críticas dos adultos às crianças pela adição à Net ou por estarem constantemente colados ao ecrã. Ý

  3. A geração mais velha tende a estar inquieta em relação ao novo media – o qual está no coração da cultura jovem.
  4. Esta elevada preocupação que está a ser expressa sobre a Net é típica de um fenómeno social que Kristen Drother descreve como "o pânico dos media". "Dado o advento da circulação em massa de ficção e revistas aos filmes e televisão, cómicos e cartoons, a introdução de um novo media causa fortes reacções públicas cuja repetetividade é tão previsível quanto fervorosa."

    Exemplos: as novelas foram consideradas uma perda de tempo; os livros de piadas foram acusados de negar a capacidade de pensamento dos jovens; criticaram o telefone porque tornava as mulheres mais susceptíveis à sedução; os jogos de video acusados de tornar as crianças violentas; o rock’n roll foi censurado porque apodrecia as mentes dos seus ouvintes. Ý

  5. Os velhos media estão inquietos com os novos media
  6. O fosso é realçado porque o "pânico dos media" em relação aos novos media é difundido pelos velhos media.

    Os pais estão preocupados em perder o controlo dos seus filhos, enquanto que os jornais, as rádios e televisões estão preocupados em perder as suas audiências. As pessoas tornam-se hostis e defensivas quando estão perante algo novo e do qual não percebem. As invenções e mudanças históricas são também recebidas com frieza e até zombaria. Ý

  7. A revolução digital, ao contrário das anteriores, não é só controlada pelos adultos

No coração da revolução digital está a Internet, que proximamente será o meio para quase todos os dispositivos digitais para comunicar com os outros. Mas embora o nascimento da Internet tenha sido trabalhado pelo Governo e universidades, a expansão massiva da Net aconteceu livre de qualquer um deles. Ninguém está a controlar a rápida expansão da Net, ela é uma criação das forças de mercado.

As pessoas podem pôr o que quiserem na Net. Agora a Net serve melhor os textos e as imagens paradas. Mas também transmite, embora com menor qualidade, áudio e video, a cores.

Quem, incluindo adolescentes e crianças, tiver uma câmara de video e um PC estará possibilitado a difundir para o mundo. Compare este desenvolvimento com as pesadas regulamentações publicadas para a televisão. A frequência da televisão era vista como uma fonte assustadora que teria de ser cuidadosamente tratada.

Na Net não há escassez. Pode-se fazer o que se quer. O poder dos media está a ser democratizado para todos os grupos etários. Ý