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Algumas tecnologias são livres de valores. A televisão contém fortes mensagens que ajudaram a mudar a visão do mundo de uma geração. Quando a geração de 60 chegou ao poder, agarrou a televisão e nela perpetuaram a sua ideologia. Os novos media, devido à sua distribuição, interactividade, e natureza muitos-para-muitos é neutral. Um novo conjunto de valores está a chegar com as crianças que começam a comunicar, brincar, aprender, trabalhar e pensar com os novos media. Mais do que sempre, a geração começa a aprender.

Muitos pânditas descrevem a juventude como materialistas, egoístas, cínicos, e interesseiros. Mas estes estão errados. Esta geração é composta por crianças de diferentes classes, raças religiões e perspectivas sociais.

Eles são jovens navegadores. Duvidam que as instituições tradicionais podem dar-lhes uma boa vida e tomar responsabilidades pessoais. Não são convencidos, mas fazem as coisas bem feitas. São mais "aprendizes" do que a geração anterior, preocupam-se mais com os assuntos sociais. Acreditam nos direitos individuais, na privacidade e no direito à informação. Não há eco de individualismo, mas sim uma rede interpessoal que desponta fortes sentimentos de responsabilidade social.

Determinados e optimistas quanto ao futuro, mas conscientes quanto aos obstáculos: SIDA e desemprego. Não acreditam nos partidos, mas sim que é fundamental uma mudança social. Quem julga que as crianças irão passivamente manter o status quo, esperem pela surpresa.