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Eutic 2008 - Estrutura
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Objectivos
As Tecnologias da Informação e da Comunicação são um factor-chave que pode catalisar a predominância da dimensão económica como factor chave do desenvolvimento sustentado. Daqui resulta que mesmo alguns organismos com vocação não lucrativa acabam por ser influenciados por esta tendência economicista. Com efeito, face à concorrência cada vez mais feroz, em todos os domínios da actividade humana, o desenvolvimento sustentável traz uma nova perspectiva não negligenciável sobre as linhas de conduta a adoptar, com o objectivo de satisfazer um duplo objectivo: propor os contributos de qualidade e reforçar a eficácia. As tecnologias digitais e, particularmente os recursos da Internet, constituem uma vantagem soberana sobre estes dois planos. Da qualidade da informação difundida, nomeadamente através dos websites, depende em grande parte a visibilidade, a notoriedade e a capacidade de inovação. Incentivando ao mesmo tempo estas perspectivas de expansão, as instâncias oficiais clamam de forma recorrente a sua vontade em favorecer a democratização da informação e multiplicam os dispositivos para permitir a todos o acesso às TIC. Sem esquecer a dimensão política deste tipo de propósito, é indispensável analisar os papéis e as missões das colectividades territoriais - a todos os níveis - no que toca à difusão da informação e à partilha de conhecimentos. Que importância se dá às noções de identidade, de pertença cultural e de vínculo a uma dada região? As empresas, as instituições, colectividades e os indivíduos têm a sua cota parte de responsabilidade no desenvolvimento sustentável analisado à luz das novas "aldeias electrónicas" que estruturam o mundo digital. A comissão científica defende a ideia de que a participação activa dos públicos será facilitada pelo recurso às tecnologias digitais, que favorecem espaços de liberdade de expressão, interactividade e de circulação transversal de informação. A sua flexibilidade e a facilidade de utilização permitem não reduzir o utilizador a um papel de receptor passivo, tornando-se emissor e/ou produtor de informação, ou seja, testemunhas e jornalistas cidadãos nas suas áreas de actividade e residência. Assim poderemos questionar-nos em que medida as TIC, nomeadamente nas suas potencialidades de colaboração e abertura, vêm suprimir as fronteiras dos territórios, reais e virtuais. Outra questão relevante é saber em que medida podem elas contribuir para a riqueza e sinergia das dinâmicas de desenvolvimento sustentável. Esta perspectiva deverá incidir não apenas sobre a economia mas também sobre as encruzilhadas multidimensionais que entretecem as relações entre os povos. O colóquio destina-se tanto a universitários como a público em geral interessado no impacto das TIC sobre as dinâmicas de desenvolvimento. A riqueza e a diversidade dos contributos permitirão alargar as perspectivas de cada um dentro de um objectivo de abertura e de cooperação internacional.
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